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	<title>Leonardo Milani &#187; interpretação</title>
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	<description>Traduções para português e francês</description>
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		<title>Artigo no Globouniversidade.com</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Aug 2012 21:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Milani</dc:creator>
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		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
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		<description><![CDATA[Segue o link para o site do Globo Universidade, cuja matéria deste sábado abordou o mercado de tradução e interpretação. Minha modesta contribuição está no artigo a seguir: http://redeglobo.globo.com/globouniversidade/noticia/2012/08/interpretacao-simultanea-e-um-dos-mercados-promissores-do-tradutor.html Boa leitura!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><span style="font-family: tahoma, sans-serif;">Segue o link para o site do <a href="http://redeglobo.globo.com/globouniversidade/" target="_blank">Globo Universidade</a>, cuja matéria deste sábado abordou o mercado de tradução e interpretação.</span></div>
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<div><span style="font-family: tahoma, sans-serif;">Minha modesta contribuição está no</span> artigo a seguir:</div>
<div><a href="http://redeglobo.globo.com/globouniversidade/noticia/2012/08/interpretacao-simultanea-e-um-dos-mercados-promissores-do-tradutor.html" target="_blank">http://redeglobo.globo.com/<wbr>globouniversidade/noticia/<wbr>2012/08/interpretacao-<wbr>simultanea-e-um-dos-mercados-<wbr>promissores-do-tradutor.html</wbr></wbr></wbr></wbr></a></div>
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<div><span style="font-family: tahoma, sans-serif;">Boa leitura!</span></div>
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		<title>O futuro da profissão de Intérprete e trabalhar na União Européia</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Jul 2010 15:06:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Milani</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Comunidade Européia]]></category>
		<category><![CDATA[interpretação]]></category>
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		<description><![CDATA[A profissão de intérprete é hoje vista como uma profissão liberal, que requer grande dedicação e oferece excelente remuneração. Em particular, ela é tida como uma profissão promissora na União Européia, onde a carência se faz sentir até em idiomas mais correntes, tais como francês ou inglês. Visando suprir esta carência que só faz crescer, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A profissão de intérprete é hoje vista como uma profissão liberal, que requer grande dedicação e oferece excelente remuneração. Em particular, ela é tida como uma profissão promissora na União Européia, onde a carência se faz sentir até em idiomas mais correntes, tais como francês ou inglês.</p>
<p>Visando suprir esta carência que só faz crescer, a Comunidade Européia lançou uma série de vídeos sobre a profissão no âmbito da UE.</p>
<p>Você pode assistir estes vídeos aqui (em <a href="http://www.youtube.com/watch?v=YrgdukWVaGE">FR</a> e <a href="http://www.youtube.com/watch?v=MA2fWvtMPDU&amp;feature=related">EN</a>).</p>
<p>Há duas modalidades para trabalhar na UE:</p>
<p>-como freelance, ou AIC &#8211; Auxiliar de Intérprete de Conferência (você precisa primeiramente prestar uma avaliação para que seu nome seja incluído na base de dados da UE de prestadores externos)</p>
<p>-como Intérprete de Conferências, contratado interno</p>
<p>Ambos atendem três instâncias da UE: o Parlamento Europeu (PE), a Comissão Européia (CE) e o Tribunal  de Justiça das Comunidades Européias (CJ).</p>
<p>Os requisitos, para ser intérprete em ambas as modalidade, são: possuir no mínimo um curso universitário completo (idealmente na área ou complementado por um mestrado na área, mas não é necessário); ter excelente domínio do seu idioma principal de expressão (isto é, aquele PARA o qual vai intepretar); e dominar em compreensão dois outros idiomas ou mais (A PARTIR dos quais vai interpretar). Não sei se ficou claro, mas o padrão é que intérpretes atuem apenas em um sentido, com um idioma de destino (por exemplo, um intérprete de inglês interpreta francês e alemão PARA inglês &#8230; mas nunca intepretará para francês ou alemão). Curiosamente&#8230; não há exigência formal de conhecer técnicas de interpretação. O depoimento dos intérpretes entrevistados nos vídeos que indiquei parece apontar que &#8220;uma vez lá dentro você aprende&#8221;</p>
<p>Para quem se interessar mais especificamente pela carreira, <a href="http://europa.eu/interpretation/">este site da UE</a> (escolha seu idioma) pode interessar. E esta apresentação (<a href="http://europa.eu/interpretation/elearning/fr/index.htm" class="file htm">FR</a> e <a href="http://europa.eu/interpretation/elearning/en/index.htm" class="file htm">EN</a>) explica a coisa bem explicadinha (é preciso autorizar pop-ups nesse site).</p>
<p>Algo talvez evidente, mas que merece ser lembrado, é que o português falado na UE é o português de Portugal e que as diferenças entre uma e outra versão do idioma são suficientemente importantes para não haver nem chances de que um intérprete de lingua brasileira trabalhe como intérprete PARA português na UE.</p>
<p>Leia também: <a href="http://www.letudiant.fr/metiers/interprete-de-conference-un-metier-qui-recrute-12394.html">artigo sobre a profissão de intérprete</a> (en francês), divulgado por <a href="http://www.tradore.com/">Fernando Campos Leza</a>, no site letudiantfr.</p>
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		<title>Reflexão e discussão sobre as duas modalidades de interpretação: simultânea e consecutiva</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Jun 2010 06:03:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Milani</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[interpretação]]></category>
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		<description><![CDATA[A interpretação ainda é um serviço pouco compreendido por quem não a exerce como profissional. Aqui, pretendo tentar explorar as características das duas modalidades principais e compará-las, avaliando suas vantagens e inconvenientes. O objetivo é proporcionar uma visão aprofundada a contratantes que queiram compreeender as especificidades de cada serviço e incentivar colegas a debater o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="background-color: #ffffff;">A <span style="color: #000000;"><strong>interpretação</strong></span> ainda é um serviço pouco compreendido por quem não a exerce como profissional. Aqui, pretendo  tentar explorar as características das duas modalidades principais e  compará-las, avaliando suas vantagens e inconvenientes. O objetivo é  proporcionar uma visão aprofundada a contratantes que queiram compreeender as especificidades de cada serviço e incentivar colegas a debater o assunto.</span></p>
<p>Uma primeira <strong>descrição técnica</strong> das modalidades de interpretação simultânea e interpretação consecutiva pode ser encontra <a href="http://milanitraducao.com/servicos/">aqui</a>.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">linha branca</span></p>
<p>As diferenças existentes no plano técnico resultam em diferenças que vou tentar categorizar aqui:</p>
<p>1) <span style="text-decoration: underline;">Custo</span>:</p>
<p>Em regra geral, admite-se que a <strong>interpretação consecutiva tem um custo menor</strong>, por vários motivos: por que há muito menos aluguel de equipamento envolvido; por que há mais intérpretes que aceitam trabalhar mais do que 1h30 sozinhos (ao invés de duplas) em consecutiva do que em simultânea; por que a negociação prescinde melhor da participação de uma agência (que soma seu lucro ao custo do profissional); por ser menor a dependência por equipamento; por que é com freqüência exercida em jornada que combina uma série de outras técnicas (<em>chuchotage</em>, acompanhamento, etc.) que são tradicionalmente menos pagas, o que propicia uma negociação a menor; porque todas as representações promovidas por entidades profissionais (APIC, AIIC, Abrates,&#8230;) enfatizam o intérprete &#8220;de conferência&#8221;, que atua em simultânea, o que dá a estes mais poder de negociação através destes instrumentos.</p>
<p>Eu acho que o custo bem menor da consecutiva é um ponto difícil de contestar, por mais que se pondere elementos como os que vou evocar mais adiante. O fator equipamento por si só já determina essa diferença significativa de custo.</p>
<p>Esta diferença parece estar refletida nas referências existentes na matéria. A <a href="http://www.sintra.org.br/site/index.php?p=c&amp;pag=precos">Lista de Valores de Referência praticados</a> publicada pelo Sintra (Sindicato Nacional dos Tradutores) em seu site reproduz essa variação. Trabalhando sozinho, um intérprete de simultânea ganha R$ 1500,00 (nas bases Brasília/SP/RJ) em uma hora enquanto que o de consecutiva trabalha o dobro do tempo para ganhar o mesmo valor. Para um evento de 2 horas, um contratante já terá que mobilizar 2 intérpretes de simultânea, investindo, só com os profissionais (e fora equipamento), um total de (2x R$ 1200,00 =) R$ 2400,00, contra R$ 1500,00 para um único intérprete de consecutiva para as mesmas duas horas.</p>
<p>(<em>caso não consiga acessar a tabela através do link fornecido acima, baixe <a href="http://milanitraducao.com/wp-content/uploads/2010/06/Sintra_Valores-praticados_062010.pdf" class="file pdf">aqui </a>uma versão .pdf desta lista em sua versão do 11/06/2010</em>).</p>
<p><span style="color: #ffffff;">linha  branca</span></p>
<p>2) <span style="text-decoration: underline;">Preferência</span>:</p>
<p><strong>A grande maioria de intérpretes que atua em ambas as modalidades prefere amplamente trabalhar em simultânea</strong>. Isto se deve a vários fatores, no meu ver: a exposição gerada pela situação de consecutiva; o esforço adicional de planejamento mental daquilo que o intérprete deverá falar, quando for sua vez; a maior dificuldade de negociação de tarifas e condições almejadas (cf. ponto 1 acima); as condições nada ideais de trabalho que podem obrigar o profissional a se prejudicar, por exemplo, forçando a voz, ou estando visível quand comete um erro; o contingente significativamente menor de profissionais e cursos capazes de formar e avaliar intérpretes que desejam investir na consecutiva, ou seja, a expectativa muito menor de progressão de carreira, salvo talento próprio; e a demanda menor por esta modalidade de serviço, que não parece proporcionar aos profissionais constância de rendimentos equiparável com a da simultânea.</p>
<p>O primeiro dos fatores que evoquei, a exposição, é extremamente impositivo. Apesar das aparências, o fato de poder estar em uma cabine, e não sentado diretamente ao lado do orador, de não ter uma audiência que o observa quando realiza seu trabalho, é psicologicamente reconfortante e propicia uma tranquilidade que inexiste no caso da consecutiva. E isso afeta obviamente a qualidade do trabalho. O que quero dizer é que um contratante deve pesar a perda de qualidade que resulta da maior exposição do profissional quando considera contratá-lo em consecutiva e avaliar se a economia realizada compensa este prejuízo qualitativo.</p>
<p>Do lado dos contratantes, a preferência já é mais variada, primeiramente pelo óbvio motivo de poder realizar economias (cf. ponto 1). Há quem prefira a consecutiva em reuniões de mesa (5-10 pessoas) ou situações que dependam de certa mobilidade (evidentemente, a cabine de simultânea não pode se mover &#8230; mas atualmente o equipamento móvel de simultânea têm permitido contornar esse problema, cf. abaixo); por fim, há pessoas que se acostumaram ao longo de suas vidas a falar com intérprete consecutivo ao seu lado (e isso influi a oração na forma de formular idéias, fazer pausas e montar os blocos e posicionar os cortes) e hoje só conseguem funcionar assim. Na prática, a possibilidade de economia me parece claramente mais influente.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">linha  branca</span></p>
<p>3) <span style="text-decoration: underline;">Qualidade</span>:</p>
<p>Obviamente, os defensores da simultânea advogam que esta possibilita tem uma qualidade muito superior à do texto restituído em consecutiva. Acredito ser uma visão (ou afirmação) apressada.</p>
<p>Na verdade, eu separaria sentenças que não precisam de grandes re-redações na língua de destino, certamente mais bem atendidas pela simultânea, e sentenças que requerem uma reformulação completa, algo que é bem mais viável na consecutiva (enquanto o intérprete toma notas, ele coleta o que precisa, mas o expressa da forma que julgar mais natural no idioma de destino (não ficando refém de estruturas de frase). Ocorre que no plano da oralidade, a segunda é estatisticamente mais rara. Outrossim, se o orador é ruim (isto é, se expressa mal), a simultânea, por ser mais imediata, pode sofrer mais prejuízos (isto porque o tempo de que o intérprete dispõe para compreender o que a pessoa está dizendo -e transformá-lo em BOA oração correspondente no idioma de destino&#8211; é menor).</p>
<p>É importante considerar que as maiores possibilidades de reformulação proporcionadas pela consecutiva que aventei aqui só têm valor se o profissional for um redator e profissional excepcional &#8211;senão esquece tudo o que eu disse.</p>
<p>Em conclusão sobre este ponto, acredito quanto a mim que em tese <strong>cada modalidade tem sua aplicação ideal</strong>, dificilmente antecipáveis, já que não sabemos se o orador se expressa bem, se ele saberá fazer pausas no seu raciocínio para permitir o trabalho do intérprete de consecutiva, etc. Estatisticamente, tais aplicações são bem menos frequentes no caso da consecutiva. De qualquer forma o contratante tem que pesar entre economia realizada e prejuizo na qualidade e se assegurar de que será atendido por um profissional especializado e excelente. Senão está jogando dinheiro fora e isso não é economia.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">linha  branca</span></p>
<p>4) <span style="text-decoration: underline;">Tempo</span>:</p>
<p>Parece óbvio, mas poucos pensam nas reais implicações disto: <strong>a consecutiva simplesmente duplica o tempo necessário</strong> para que uma conversa ou reunião ocorra. Uma reunião de 40 minutos que conta com interpretação consecutiva deve durar 1h20 se for realizada em consecutiva. Além da pura disponibilidade de tempo, é preciso pensar no orador e na audiência, para quem esta duplicação na duração da fala pode ser cansativa e desanimadora. Claramente, esta dilatação temporal desnaturaliza a experiência do orador e da audiência, aumentando o potencial de perdas de conteúdo e reduzindo as chances de que tais perdas sejam ao menos percebidas.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">linha  branca</span></p>
<p>5) <span style="text-decoration: underline;">Novas tecnologias e técnicas</span>:</p>
<p>A médio e longo prazo, o surgimento do <strong>equipamento de interpretação simultânea portátil</strong> pode tornar a consecutiva obsoleta em muitas situações nas quais sempre fora considerada a melhor opção. Com esta ferramenta recente, hoje um  intérprete pode se deslocar com um grupo de pessoas bem maior do que aquele que pode ser atendido por uma consecutiva realizada a viva voz, garantindo uma audição ideal para todos, uma liberdade de movimentos e deslocamentos e uma simultaneidade da interpretação. Tornou-se a modalidade adotada em visitas de campo, em desfavor de qualquer outra, por sua versatilidade e adequação à configuração deste tipo de situação.</p>
<p>Cada vez mais, em reuniões de gabinete e escritórios, a tradição de consecutiva vem caindo em favor de uma modalidade que considero uma <strong>combinação de simultânea com <em>chuchotage</em></strong>. O exemplo típico é o da visita de uma delegação estrangeira (falantes do idioma A) ao gabinete de um parlamentar ou escritório de um representante brasileiro (um único falante do idioma B). A técnica consiste em se posicionar ao lado deste único falante do idioma B e falar a viva voz ao mesmo tempo que ele para a sala; quando algum falante do idioma A se dirije a ele, o intérprete murmura a tradução (<em>chuchotage</em>) para este único falante do idioma B. O resultado é uma fluidez inalcançável em consecutiva, equiparável à de uma discussão monolíngue. Claro, isto é viável na medida em que a sala seja de pequeno porte (alcance da voz), que o intérprete possa sempre estar ao lado do falante do idioma B e que este seja capaz de manter sua fala apesar de ter que coexistir com a voz do  intérprete (que está interpretando ao mesmo tempo, ao seu lado).</p>
<p>O <strong>uso de computador</strong> (laptop) facilitou um elemento importante da consecutiva que é a questão de tomada de notas (enquanto o orador está falando). Na minha experiência, isso permitiu intervalos de fala maiores e um apanhado geral mais eficaz (restituição mais fiel no idioma de destino) na hora de interpretar. Mas mesmo com falas maiores, a duplicação do tempo necessário continua sendo um sério prejuízo.</p>
<p>Por fim, a simultânea conta, e essa técnica não é novidade, com <strong>o <em>relai</em></strong>, que permite a interação entre vários idiomas. Isto é, se alguém estiver falando inglês e que houver intérprete de francês e de inglês, será possível oferecer interpretações para o português e para o francês (1- o intérprete de inglês interpreta para o português e 2- o intérprete de francês escuta o português do intérprete de inglês e interpreta para o francês). Obviamente a consecutiva está completamente atrelada ao intérprete que a desempenha e portanto, presa aos idiomas que este domina. No exemplo que dei acima, seria preciso contar também com um intérprete francês-inglês (e nesse caso acabam sendo 3 intérpretes mobilizados, e não dois, como no caso da simultânea).</p>
<p>(com base na sugestão feita no comentário de Bob abaixo)</p>
<p><span style="color: #ffffff;">linha  branca</span></p>
<p>6) <span style="text-decoration: underline;">Notas</span>:</p>
<p>Por fim, gostaria de dizer uma palavra sobre a questão da <strong>tomada de notas</strong>, no caso da consecutiva. Interpretação consecutiva sem tomada de notas, e por mais que o profissional tenha uma memória de elefante, é garantia de serviço medíocre ou pior. Nesta modalidade, a tomada de notas representa muito mais do que simples lembrete daquilo que foi dito e terá que ser utilizado pelo intérprete: já é o esboço de redação do que será dito pelo intérprete. Isto é, aquele que toma notas já está se preocupando com a redação (formulação, exposição,&#8230;) da fala a traduzir, já enquanto é proferida. Bons tomadores de notas já articulam todos os conceitos e as relações entre si na folha de papel na qual tomam notas enquanto a pessoa a interpretar ainda está falando.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">linha  branca</span></p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Concluindo</span></p>
<p>Para concluir, mantenho o que já afirmei mais acima: há situações em que cada modalidade se aplica melhor. E muitas  dependem de condicionantes que não refletem necessariamente a expectativa ideal de trabalho, porque nem sempre o profissional contratado é o melhor, nem sempre o orador é ideal, nem sempre o orçamento é ilimitado para permitir a escolha da melhor opção (que não surpreendentemente pode ser a mais cara), nem sempre o contratante assimila todas as diferenças que evoquei aqui, ou pesa seu valor devidamente,&#8230; e esse é o mundo real.</p>
<p>No final de contas, todo projeto deve ser considerado pelo contratante e pelo responsável da interpretação (agência de interpretação, chefe de equipe de intérpretes,&#8230;) de forma a definir a escolha mais adequada para equacionar os fatores de custo, preferência, qualidade e tempo.</p>
<p style="color: #ffffff;">linha branca</p>
<p>——————————————————————</p>
<p>AVISO:</p>
<p>Para fins de discussão, mencionei a &#8220;<a href="http://milanitraducao.com/wp-content/uploads/2010/06/Sintra_Valores-praticados_062010.pdf" class="file pdf">Lista  de valores de referência praticados</a>&#8221; publicada em 11/06/10 no site  do Sindicato Nacional dos Tradutores -Sintra. O documento .pdf que pode ser obtido aqui com estas tarifas é um retrato (captura) da página na data mencionada, independente de futuras variações ou supressões nesta lista do Sintra. Em particular, não tenciono expressar  nenhum posicionamento a favor ou contra o atual <a href="http://milanitraducao.com/2010/06/10/a-acao-do-sde-contra-o-sintra/">processo  administrativo promovido pela SDE-MJ</a>, tampouco acuso ou defendo o  Sintra na polêmica em tela. Neste post, a versão atual da lista é tratada unicamente como um retrato  indicativo da tendência de práticas/tarifas de mercado (e não como uma  sugestão de preços a seguir, pois esta não é uma  discussão sobre  tarifas), que permitem reflexões de ordem comparativa entre diversas  modalidades de serviços.</p>
<p>Por fim, vale dizer que as afirmações  expressas aqui são todas opiniões pessoais que não correspondem  necessariamente à percepção de outros colegas. Convido estes a comentar e  dar suas opiniões a respeito através da sessão de comentários, o que  enriquecerá certamente o debate.</p>
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		<title>Tradução com gafe bem grande</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Jun 2010 05:27:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Milani</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[erros]]></category>
		<category><![CDATA[interpretação]]></category>
		<category><![CDATA[tradução]]></category>

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		<description><![CDATA[Para não perder o hábito: o que uma boa tradução não faz, não é mesmo? Esta é a versão francesa do site do evento que interpreto hoje: &#8212;-&#62; procurem &#8220;CONs&#8221; nesta página&#8230; Aqui, CON se refere à Comissão Organizadora Nacional&#8230; Só que &#8220;con&#8221;, em francês, quer exatamente dizer &#8220;babaca&#8221;! Conclusão, lendo diretamente, qualquer francês entenderá [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para não perder o hábito: o que uma boa tradução não faz, não é mesmo?</p>
<p>Esta é a <a href="http://confint2010.mec.gov.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=70:processo&amp;catid=37:conferencia&amp;Itemid=90&amp;lang=fr">versão francesa do site do evento que interpreto hoje</a>:<br />
&#8212;-&gt; procurem &#8220;CONs&#8221; nesta página&#8230;</p>
<p>Aqui, CON se refere à Comissão Organizadora Nacional&#8230; Só que &#8220;con&#8221;, em francês, quer exatamente dizer &#8220;babaca&#8221;!</p>
<p>Conclusão, lendo diretamente, qualquer francês entenderá que <em>os BABACAs [les CONs] devem coordenar os processos da conferência internacional em seu país</em>. Ah sim&#8230;!<br />
Agora ponham isso na mão (ou no ouvido!) de adolescentes franceses&#8230; pois é um evento infanto-juvenil&#8230;</p>
<p>Eu já estou me perguntando como vou solucionar isso para não arrancar risadas da platéia a cada vez que falarem das tais comissões&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Encontro de intérpretes 22/05/2010</title>
		<link>http://milanitraducao.com/2010/05/24/encontro-de-interpretes-22052010/</link>
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		<pubDate>Mon, 24 May 2010 03:48:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Milani</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[interpretação]]></category>
		<category><![CDATA[profissão]]></category>

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		<description><![CDATA[O encontro foi convocado um pouco de última hora na sexta-feira 21, mas reuniu além de mim mesmo, Miguel Reyes e namorada (Fernanda), Daniel Maciel Bob e namorada (Gleici), Fernando Campos Leza, João Reino, Mayra e namorado (Eloy) e primo (Max). O encontro aconteceu no Bar Brasília da 506 sul. Estes encontros são sempre a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O encontro foi convocado um pouco de última hora na sexta-feira 21, mas reuniu além de mim mesmo, Miguel Reyes e namorada (Fernanda), Daniel Maciel Bob e namorada (Gleici), Fernando Campos Leza, João Reino, Mayra e namorado (Eloy) e primo (Max). O encontro aconteceu no Bar Brasília da 506 sul.</p>
<p>Estes encontros são sempre a oportunidade para a categoria profissional de estreirtar seus laços e se fortalecer, além de propiciar debates sobre temas profissionais em ambiente mais descontraído.</p>
<p>Um dos temas debatidos foi fatalmente o da agência de intérpretes que mais deve e engana profissionais em Brasília. Novas alternativas de luta contra as práticas desta empresa foram consideradas e poderão ser implementadas em breve.</p>
<p>O evento durou de 20h00 até 0h30 em clima de descontração e amizade.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Congresso da Abrates 2010</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Mar 2010 04:26:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Milani</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Abrates]]></category>
		<category><![CDATA[interpretação]]></category>
		<category><![CDATA[tradução]]></category>

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		<description><![CDATA[Março de 2010 &#8211; Congresso da Abrates &#8211; 19 a 21 de março Neste ano, o congresso da associação foi realizado na FIERGS de Porto Alegre e teve por tema &#8220;A Crise Global e os Decifradores da Babel&#8221;. Algumas atrações, tais como Danilo Nogueira e João Roque Dias. Meus colegas e amigos Marsel de Souza [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3>Março de 2010 &#8211; <a href="http://www.abrates.com.br/site/">Congresso da Abrates</a> &#8211; 19   a 21 de março</h3>
<p>Neste ano, o congresso da associação foi realizado na FIERGS de   Porto Alegre e teve por tema &#8220;A Crise Global e os Decifradores da   Babel&#8221;. Algumas atrações, tais como Danilo Nogueira e João Roque Dias.   Meus colegas e amigos Marsel de Souza e Fernando Campos Leza também  foram escalados para apresentação de trabalhos.</p>
<p>As fotos do evento podem ser vistas <a href="http://www.abrates.com.br/congresso2010/fotos/Site ">aqui</a>.</p>
<p>A delegação Brasília estava admiravel (e modesta)mente  representada,  com importantes representantes da tradução e da interpretação, como se  pode ver <a href="http://www.abrates.com.br/congresso2010/fotos/Site/content/AB_0252_large.html">nesta  foto</a>. Da esquerda para a direita: primeira fileira: Marsel de  Souza, Leonardo Milani, (&#8230;?); segunda fileira: Fernando Campos Leza,  Leonardo Padovani, Diana Perrusi Hay, Antonio Ribeiro, Cecile Vossenaar; terceira  fileira:  (&#8230;?), Christiano Robalinho Lima, Claudia Chauvet, Leonardo  Piamonte.</p>
<p>Congressos e reuniões de categoria profissional são oportunidades  importantes para criar vínculos com  seus colegas de profissão, conhecer  um pouco de tudo o que se faz  na disciplina, se fazer conhecer no  mundo da tradução e entre os  colegas, compartilhar opiniões e dicas  profissionais, etc. É um dos  importantes investimentos que todo  profissional deveria pensar em fazer, em  médio prazo em sua carreira.</p>
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