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	<title>Leonardo Milani &#187; profissão</title>
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	<description>Traduções para português e francês</description>
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		<title>Artigo no Globouniversidade.com</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Aug 2012 21:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Milani</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[interpretação]]></category>
		<category><![CDATA[notícias]]></category>
		<category><![CDATA[profissão]]></category>

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		<description><![CDATA[Segue o link para o site do Globo Universidade, cuja matéria deste sábado abordou o mercado de tradução e interpretação. Minha modesta contribuição está no artigo a seguir: http://redeglobo.globo.com/globouniversidade/noticia/2012/08/interpretacao-simultanea-e-um-dos-mercados-promissores-do-tradutor.html Boa leitura!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><span style="font-family: tahoma, sans-serif;">Segue o link para o site do <a href="http://redeglobo.globo.com/globouniversidade/" target="_blank">Globo Universidade</a>, cuja matéria deste sábado abordou o mercado de tradução e interpretação.</span></div>
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<div><span style="font-family: tahoma, sans-serif;">Minha modesta contribuição está no</span> artigo a seguir:</div>
<div><a href="http://redeglobo.globo.com/globouniversidade/noticia/2012/08/interpretacao-simultanea-e-um-dos-mercados-promissores-do-tradutor.html" target="_blank">http://redeglobo.globo.com/<wbr>globouniversidade/noticia/<wbr>2012/08/interpretacao-<wbr>simultanea-e-um-dos-mercados-<wbr>promissores-do-tradutor.html</wbr></wbr></wbr></wbr></a></div>
<div><span style="font-family: tahoma, sans-serif;"><br />
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<div><span style="font-family: tahoma, sans-serif;">Boa leitura!</span></div>
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		<title>Resultados pesquisa SFT 2009</title>
		<link>http://milanitraducao.com/2010/10/13/resultados-pesquisa-sft-2009/</link>
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		<pubDate>Wed, 13 Oct 2010 06:31:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Milani</dc:creator>
				<category><![CDATA[notícias]]></category>
		<category><![CDATA[profissão]]></category>
		<category><![CDATA[tradução]]></category>

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		<description><![CDATA[Acabam de ser publicados os resultados da pesquisa conduzida pela SFT (Société Française de Traducteurs) no início de 2010 sobre o exercício 2009. Você pode baixar o relatório completo aqui, bem como o de 2008. Além das tabelas de tarifas por par de língua ao final do relatório, algumas coisas chamaram minha atenção no resultado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acabam de ser publicados os resultados da pesquisa conduzida pela SFT (Société Française de Traducteurs) no início de 2010 sobre o exercício 2009. Você pode baixar o relatório completo <a href="http://www.sft.fr/tarif-de-traduction.html">aqui</a>, bem como o de 2008.</p>
<p>Além das tabelas de tarifas por par de língua ao final do relatório, algumas coisas chamaram minha atenção no resultado do questionário (qualquer soma de porcentagem que exceda 100% significa que era possível mais de uma resposta):</p>
<h2><strong>1) Perfil dos entrevistados</strong></h2>
<p>-77% dos entrevistados são <span style="text-decoration: underline;">mulheres</span>. Fortíssima e incontestável participação feminina na categoria profissional;</p>
<p>-<span style="text-decoration: underline;">78% dos entrevistados residem ou atuam na França</span>. É importante relativizar os resultados encontrados para o mercado francês, embora traga bons ensinamentos.</p>
<p>-a quantidade de <span style="text-decoration: underline;">pessoas em início de carreira</span> é bem menor do que na pesquisa de 2008  (redução de 25% para 18% de entrevistados com menos de 5 anos de experiência);</p>
<p>-mais de um terço (34%) dos respondentes iniciou sua carreira profissional entre 25 e 29 anos (é meu caso);</p>
<p>-40% dos entrevistados não realizou <span style="text-decoration: underline;">estudos específicos em tradução ou  interpretação</span> e, para aqueles que os cursaram, tais estudos não proporcionam acesso a tarifas mais  elevadas;</p>
<p>-um terço dos tradutores assalariados exerce <span style="text-decoration: underline;">outra atividade além do contrato de trabalho</span>;</p>
<p>-<span style="text-decoration: underline;">quantidade de pares de idiomas</span> com os quais os entrevistados  trabalham: 1 (34%), 2 (42%), 3 (16%), 4 (5%) e 5 ou mais (3%).  Ao que  parece, dada a dificuldade de se dominar uma língua, os tradutores entendem que trabalhar com  muitos pares de idiomas pode transmitir menos credibilidade para os  clientes potenciais e preferem anunciar excelência em poucos pares;</p>
<p>-dentre as <span style="text-decoration: underline;">prestações oferecidas, além da tradução</span>, grande   destaque para a revisão (com comparação em relação ao original ou não),   oferta que aumento de 12% em relação ao ano passado. É significativo e   nos faz pensar sobre a reorganização do fluxo de trabalho (a revisão   parece tomar um espaço cada vez mais importante&#8230;).</p>
<p>-2% dos entrevistados empregam <span style="text-decoration: underline;">assalariados</span>&#8230;</p>
<h2><strong>2) Procedimentos adotados:</strong></h2>
<p>-<span style="text-decoration: underline;">94% (!!) dos entrevistados fatura tradução por palavra</span>. É uma  tendência bem majoritária. 86% dos entrevistados fatura a palavra de   origem (no texto a traduzir). Para aqueles (13%) que ainda trabalham com   lauda, a grande maioria (11% dos entrevistados) trabalha com a medida   de 1500 caracteres com espaços. Aqui no Brasil esta  medida não parece  ser a mais adotada (acredito que a lauda de 1000 caracteres sem espaços  seja a mais usual);</p>
<p>-somente 38% exige <span style="text-decoration: underline;">confirmação do pedido</span> através de PO (Purchase Order) ou contrato antes de iniciar o trabalho; 36% dos entrevistados trabalha pouco ou nunca com PO (Purchase Orders). É inquietante, e eu realmente achava que este seria um quadro brasileiro, mais do ue francês;</p>
<p>-a maioria (53%) não dá <span style="text-decoration: underline;">desconto por grandes volumes de trabalho</span> (por  exemplo, ao fornecer orçamento para traduzir um livro inteiro);</p>
<p>-68% dos entrevistados dá <span style="text-decoration: underline;">descontos degressivos por segmentos repetidos ou similares</span> (calculados através da análise de alguma ferramenta de tradução assistida por  computador &#8211; CAT tool);</p>
<p>-71% trabalha com alguma <span style="text-decoration: underline;">tarifa mínima;</span></p>
<p>-pouquíssimos são aqueles que trabalham com <span style="text-decoration: underline;">adiantamento</span> (78% não pedem nunca ou quase nunca adiantamento);</p>
<p>-<span style="text-decoration: underline;">cobranças extra</span>: 74% dos entrevistados aplica tarifa de  urgência; 49% aplica tarifa adicional por trabalhar a noite e 50% por  trabalhar no final-de-semana; 47% cobra mais se houver dificuldade  técnica especial (terminologia, etc.). Porém, poucos cobram algum extra  quando se trata de: má redação no original, original emn formato  powerpoint, adoção de nomenclatura, original impresso sem versão  eletrônica, texto ilegível (por exemplo no caso de digitalização OCR  ruim), formatos especiais de arquivos a traduzir (htm, xml, php, exell, &#8230; etc.) e processamento de imagens.</p>
<h2>3) Ferramentas e técnicas:</h2>
<p>-<span style="text-decoration: underline;">69% dos entrevistados utiliza uma ferramenta de tradução assistida por computador</span> (CAT tools). Os dois mais usados são Wordfast (20% dos usuários em 2008; 32% em 2009) e Trados (45% em 2008; 67% em 2009, no SDL-Trados). Houve um aumento incrível da quantidade de programas desta família (7 programas listados em  2008, passando para 26 programas em 2009!)</p>
<p>-mais da metade dos entrevistados não realizou nenhum <span style="text-decoration: underline;">treinamento ou curso</span> na área de tradução em 2009. Foi também o caso em 2008.</p>
<p>Para avaliar tarifas, a SFT cruzou as tarifas informadas com dados diversos, obtendo as seguintes correlações:</p>
<p>-<span style="text-decoration: underline;">por horas semanais trabalhadas</span>: quem trabalha entre 30 e 59 horas cobra a melhor tarifa. Como era de se esperar, quem cobra menos acaba sendo quem trabalha demais (70 a 90 horas por semana). E quem trabalha pouco (menos de 30 horas semanais) também cobra menos, o que representa talvez uma fatia de profissionais que está buscando mais trabalho e, por este motivo, reduzindo tarifas para gerar atratividade.</p>
<p>-<span style="text-decoration: underline;">por faixa etária</span>: a idade parece acarretar maiores tarifas</p>
<p>-<span style="text-decoration: underline;">por tempo de experiência</span>: quanto maior a experiência, maior a tarifa cobrada</p>
<p>-<span style="text-decoration: underline;">por treinamentos e cursos realizados</span>: realizar cursos ou treinamentos leva o profissional a aumentar a tarifa</p>
<p>-a renda anual é maior entre aqueles que não fizeram estudos de tradução e/ou interpretação&#8230;  <img src='http://milanitraducao.com/wp-includes/images/smilies/icon_neutral.gif' alt=':-|' class='wp-smiley' />  .. curioso, não?</p>
<p>Quem quiser baixar o relatório completo, com todos os dados, explicações e gráficos, pode fazê-lo <a href="http://www.sft.fr/tarif-de-traduction.html">aqui</a>.</p>
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		<title>O futuro da profissão de Intérprete e trabalhar na União Européia</title>
		<link>http://milanitraducao.com/2010/07/01/o-futuro-da-profissao-de-interprete-e-trabalhar-na-uniao-europeia/</link>
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		<pubDate>Thu, 01 Jul 2010 15:06:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Milani</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Comunidade Européia]]></category>
		<category><![CDATA[interpretação]]></category>
		<category><![CDATA[notícias]]></category>
		<category><![CDATA[profissão]]></category>

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		<description><![CDATA[A profissão de intérprete é hoje vista como uma profissão liberal, que requer grande dedicação e oferece excelente remuneração. Em particular, ela é tida como uma profissão promissora na União Européia, onde a carência se faz sentir até em idiomas mais correntes, tais como francês ou inglês. Visando suprir esta carência que só faz crescer, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A profissão de intérprete é hoje vista como uma profissão liberal, que requer grande dedicação e oferece excelente remuneração. Em particular, ela é tida como uma profissão promissora na União Européia, onde a carência se faz sentir até em idiomas mais correntes, tais como francês ou inglês.</p>
<p>Visando suprir esta carência que só faz crescer, a Comunidade Européia lançou uma série de vídeos sobre a profissão no âmbito da UE.</p>
<p>Você pode assistir estes vídeos aqui (em <a href="http://www.youtube.com/watch?v=YrgdukWVaGE">FR</a> e <a href="http://www.youtube.com/watch?v=MA2fWvtMPDU&amp;feature=related">EN</a>).</p>
<p>Há duas modalidades para trabalhar na UE:</p>
<p>-como freelance, ou AIC &#8211; Auxiliar de Intérprete de Conferência (você precisa primeiramente prestar uma avaliação para que seu nome seja incluído na base de dados da UE de prestadores externos)</p>
<p>-como Intérprete de Conferências, contratado interno</p>
<p>Ambos atendem três instâncias da UE: o Parlamento Europeu (PE), a Comissão Européia (CE) e o Tribunal  de Justiça das Comunidades Européias (CJ).</p>
<p>Os requisitos, para ser intérprete em ambas as modalidade, são: possuir no mínimo um curso universitário completo (idealmente na área ou complementado por um mestrado na área, mas não é necessário); ter excelente domínio do seu idioma principal de expressão (isto é, aquele PARA o qual vai intepretar); e dominar em compreensão dois outros idiomas ou mais (A PARTIR dos quais vai interpretar). Não sei se ficou claro, mas o padrão é que intérpretes atuem apenas em um sentido, com um idioma de destino (por exemplo, um intérprete de inglês interpreta francês e alemão PARA inglês &#8230; mas nunca intepretará para francês ou alemão). Curiosamente&#8230; não há exigência formal de conhecer técnicas de interpretação. O depoimento dos intérpretes entrevistados nos vídeos que indiquei parece apontar que &#8220;uma vez lá dentro você aprende&#8221;</p>
<p>Para quem se interessar mais especificamente pela carreira, <a href="http://europa.eu/interpretation/">este site da UE</a> (escolha seu idioma) pode interessar. E esta apresentação (<a href="http://europa.eu/interpretation/elearning/fr/index.htm" class="file htm">FR</a> e <a href="http://europa.eu/interpretation/elearning/en/index.htm" class="file htm">EN</a>) explica a coisa bem explicadinha (é preciso autorizar pop-ups nesse site).</p>
<p>Algo talvez evidente, mas que merece ser lembrado, é que o português falado na UE é o português de Portugal e que as diferenças entre uma e outra versão do idioma são suficientemente importantes para não haver nem chances de que um intérprete de lingua brasileira trabalhe como intérprete PARA português na UE.</p>
<p>Leia também: <a href="http://www.letudiant.fr/metiers/interprete-de-conference-un-metier-qui-recrute-12394.html">artigo sobre a profissão de intérprete</a> (en francês), divulgado por <a href="http://www.tradore.com/">Fernando Campos Leza</a>, no site letudiantfr.</p>
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		<title>Reflexão e discussão sobre as duas modalidades de interpretação: simultânea e consecutiva</title>
		<link>http://milanitraducao.com/2010/06/11/reflexao-e-discussao-sobre-as-duas-modalidades-de-interpretacao/</link>
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		<pubDate>Fri, 11 Jun 2010 06:03:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Milani</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[interpretação]]></category>
		<category><![CDATA[profissão]]></category>

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		<description><![CDATA[A interpretação ainda é um serviço pouco compreendido por quem não a exerce como profissional. Aqui, pretendo tentar explorar as características das duas modalidades principais e compará-las, avaliando suas vantagens e inconvenientes. O objetivo é proporcionar uma visão aprofundada a contratantes que queiram compreeender as especificidades de cada serviço e incentivar colegas a debater o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="background-color: #ffffff;">A <span style="color: #000000;"><strong>interpretação</strong></span> ainda é um serviço pouco compreendido por quem não a exerce como profissional. Aqui, pretendo  tentar explorar as características das duas modalidades principais e  compará-las, avaliando suas vantagens e inconvenientes. O objetivo é  proporcionar uma visão aprofundada a contratantes que queiram compreeender as especificidades de cada serviço e incentivar colegas a debater o assunto.</span></p>
<p>Uma primeira <strong>descrição técnica</strong> das modalidades de interpretação simultânea e interpretação consecutiva pode ser encontra <a href="http://milanitraducao.com/servicos/">aqui</a>.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">linha branca</span></p>
<p>As diferenças existentes no plano técnico resultam em diferenças que vou tentar categorizar aqui:</p>
<p>1) <span style="text-decoration: underline;">Custo</span>:</p>
<p>Em regra geral, admite-se que a <strong>interpretação consecutiva tem um custo menor</strong>, por vários motivos: por que há muito menos aluguel de equipamento envolvido; por que há mais intérpretes que aceitam trabalhar mais do que 1h30 sozinhos (ao invés de duplas) em consecutiva do que em simultânea; por que a negociação prescinde melhor da participação de uma agência (que soma seu lucro ao custo do profissional); por ser menor a dependência por equipamento; por que é com freqüência exercida em jornada que combina uma série de outras técnicas (<em>chuchotage</em>, acompanhamento, etc.) que são tradicionalmente menos pagas, o que propicia uma negociação a menor; porque todas as representações promovidas por entidades profissionais (APIC, AIIC, Abrates,&#8230;) enfatizam o intérprete &#8220;de conferência&#8221;, que atua em simultânea, o que dá a estes mais poder de negociação através destes instrumentos.</p>
<p>Eu acho que o custo bem menor da consecutiva é um ponto difícil de contestar, por mais que se pondere elementos como os que vou evocar mais adiante. O fator equipamento por si só já determina essa diferença significativa de custo.</p>
<p>Esta diferença parece estar refletida nas referências existentes na matéria. A <a href="http://www.sintra.org.br/site/index.php?p=c&amp;pag=precos">Lista de Valores de Referência praticados</a> publicada pelo Sintra (Sindicato Nacional dos Tradutores) em seu site reproduz essa variação. Trabalhando sozinho, um intérprete de simultânea ganha R$ 1500,00 (nas bases Brasília/SP/RJ) em uma hora enquanto que o de consecutiva trabalha o dobro do tempo para ganhar o mesmo valor. Para um evento de 2 horas, um contratante já terá que mobilizar 2 intérpretes de simultânea, investindo, só com os profissionais (e fora equipamento), um total de (2x R$ 1200,00 =) R$ 2400,00, contra R$ 1500,00 para um único intérprete de consecutiva para as mesmas duas horas.</p>
<p>(<em>caso não consiga acessar a tabela através do link fornecido acima, baixe <a href="http://milanitraducao.com/wp-content/uploads/2010/06/Sintra_Valores-praticados_062010.pdf" class="file pdf">aqui </a>uma versão .pdf desta lista em sua versão do 11/06/2010</em>).</p>
<p><span style="color: #ffffff;">linha  branca</span></p>
<p>2) <span style="text-decoration: underline;">Preferência</span>:</p>
<p><strong>A grande maioria de intérpretes que atua em ambas as modalidades prefere amplamente trabalhar em simultânea</strong>. Isto se deve a vários fatores, no meu ver: a exposição gerada pela situação de consecutiva; o esforço adicional de planejamento mental daquilo que o intérprete deverá falar, quando for sua vez; a maior dificuldade de negociação de tarifas e condições almejadas (cf. ponto 1 acima); as condições nada ideais de trabalho que podem obrigar o profissional a se prejudicar, por exemplo, forçando a voz, ou estando visível quand comete um erro; o contingente significativamente menor de profissionais e cursos capazes de formar e avaliar intérpretes que desejam investir na consecutiva, ou seja, a expectativa muito menor de progressão de carreira, salvo talento próprio; e a demanda menor por esta modalidade de serviço, que não parece proporcionar aos profissionais constância de rendimentos equiparável com a da simultânea.</p>
<p>O primeiro dos fatores que evoquei, a exposição, é extremamente impositivo. Apesar das aparências, o fato de poder estar em uma cabine, e não sentado diretamente ao lado do orador, de não ter uma audiência que o observa quando realiza seu trabalho, é psicologicamente reconfortante e propicia uma tranquilidade que inexiste no caso da consecutiva. E isso afeta obviamente a qualidade do trabalho. O que quero dizer é que um contratante deve pesar a perda de qualidade que resulta da maior exposição do profissional quando considera contratá-lo em consecutiva e avaliar se a economia realizada compensa este prejuízo qualitativo.</p>
<p>Do lado dos contratantes, a preferência já é mais variada, primeiramente pelo óbvio motivo de poder realizar economias (cf. ponto 1). Há quem prefira a consecutiva em reuniões de mesa (5-10 pessoas) ou situações que dependam de certa mobilidade (evidentemente, a cabine de simultânea não pode se mover &#8230; mas atualmente o equipamento móvel de simultânea têm permitido contornar esse problema, cf. abaixo); por fim, há pessoas que se acostumaram ao longo de suas vidas a falar com intérprete consecutivo ao seu lado (e isso influi a oração na forma de formular idéias, fazer pausas e montar os blocos e posicionar os cortes) e hoje só conseguem funcionar assim. Na prática, a possibilidade de economia me parece claramente mais influente.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">linha  branca</span></p>
<p>3) <span style="text-decoration: underline;">Qualidade</span>:</p>
<p>Obviamente, os defensores da simultânea advogam que esta possibilita tem uma qualidade muito superior à do texto restituído em consecutiva. Acredito ser uma visão (ou afirmação) apressada.</p>
<p>Na verdade, eu separaria sentenças que não precisam de grandes re-redações na língua de destino, certamente mais bem atendidas pela simultânea, e sentenças que requerem uma reformulação completa, algo que é bem mais viável na consecutiva (enquanto o intérprete toma notas, ele coleta o que precisa, mas o expressa da forma que julgar mais natural no idioma de destino (não ficando refém de estruturas de frase). Ocorre que no plano da oralidade, a segunda é estatisticamente mais rara. Outrossim, se o orador é ruim (isto é, se expressa mal), a simultânea, por ser mais imediata, pode sofrer mais prejuízos (isto porque o tempo de que o intérprete dispõe para compreender o que a pessoa está dizendo -e transformá-lo em BOA oração correspondente no idioma de destino&#8211; é menor).</p>
<p>É importante considerar que as maiores possibilidades de reformulação proporcionadas pela consecutiva que aventei aqui só têm valor se o profissional for um redator e profissional excepcional &#8211;senão esquece tudo o que eu disse.</p>
<p>Em conclusão sobre este ponto, acredito quanto a mim que em tese <strong>cada modalidade tem sua aplicação ideal</strong>, dificilmente antecipáveis, já que não sabemos se o orador se expressa bem, se ele saberá fazer pausas no seu raciocínio para permitir o trabalho do intérprete de consecutiva, etc. Estatisticamente, tais aplicações são bem menos frequentes no caso da consecutiva. De qualquer forma o contratante tem que pesar entre economia realizada e prejuizo na qualidade e se assegurar de que será atendido por um profissional especializado e excelente. Senão está jogando dinheiro fora e isso não é economia.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">linha  branca</span></p>
<p>4) <span style="text-decoration: underline;">Tempo</span>:</p>
<p>Parece óbvio, mas poucos pensam nas reais implicações disto: <strong>a consecutiva simplesmente duplica o tempo necessário</strong> para que uma conversa ou reunião ocorra. Uma reunião de 40 minutos que conta com interpretação consecutiva deve durar 1h20 se for realizada em consecutiva. Além da pura disponibilidade de tempo, é preciso pensar no orador e na audiência, para quem esta duplicação na duração da fala pode ser cansativa e desanimadora. Claramente, esta dilatação temporal desnaturaliza a experiência do orador e da audiência, aumentando o potencial de perdas de conteúdo e reduzindo as chances de que tais perdas sejam ao menos percebidas.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">linha  branca</span></p>
<p>5) <span style="text-decoration: underline;">Novas tecnologias e técnicas</span>:</p>
<p>A médio e longo prazo, o surgimento do <strong>equipamento de interpretação simultânea portátil</strong> pode tornar a consecutiva obsoleta em muitas situações nas quais sempre fora considerada a melhor opção. Com esta ferramenta recente, hoje um  intérprete pode se deslocar com um grupo de pessoas bem maior do que aquele que pode ser atendido por uma consecutiva realizada a viva voz, garantindo uma audição ideal para todos, uma liberdade de movimentos e deslocamentos e uma simultaneidade da interpretação. Tornou-se a modalidade adotada em visitas de campo, em desfavor de qualquer outra, por sua versatilidade e adequação à configuração deste tipo de situação.</p>
<p>Cada vez mais, em reuniões de gabinete e escritórios, a tradição de consecutiva vem caindo em favor de uma modalidade que considero uma <strong>combinação de simultânea com <em>chuchotage</em></strong>. O exemplo típico é o da visita de uma delegação estrangeira (falantes do idioma A) ao gabinete de um parlamentar ou escritório de um representante brasileiro (um único falante do idioma B). A técnica consiste em se posicionar ao lado deste único falante do idioma B e falar a viva voz ao mesmo tempo que ele para a sala; quando algum falante do idioma A se dirije a ele, o intérprete murmura a tradução (<em>chuchotage</em>) para este único falante do idioma B. O resultado é uma fluidez inalcançável em consecutiva, equiparável à de uma discussão monolíngue. Claro, isto é viável na medida em que a sala seja de pequeno porte (alcance da voz), que o intérprete possa sempre estar ao lado do falante do idioma B e que este seja capaz de manter sua fala apesar de ter que coexistir com a voz do  intérprete (que está interpretando ao mesmo tempo, ao seu lado).</p>
<p>O <strong>uso de computador</strong> (laptop) facilitou um elemento importante da consecutiva que é a questão de tomada de notas (enquanto o orador está falando). Na minha experiência, isso permitiu intervalos de fala maiores e um apanhado geral mais eficaz (restituição mais fiel no idioma de destino) na hora de interpretar. Mas mesmo com falas maiores, a duplicação do tempo necessário continua sendo um sério prejuízo.</p>
<p>Por fim, a simultânea conta, e essa técnica não é novidade, com <strong>o <em>relai</em></strong>, que permite a interação entre vários idiomas. Isto é, se alguém estiver falando inglês e que houver intérprete de francês e de inglês, será possível oferecer interpretações para o português e para o francês (1- o intérprete de inglês interpreta para o português e 2- o intérprete de francês escuta o português do intérprete de inglês e interpreta para o francês). Obviamente a consecutiva está completamente atrelada ao intérprete que a desempenha e portanto, presa aos idiomas que este domina. No exemplo que dei acima, seria preciso contar também com um intérprete francês-inglês (e nesse caso acabam sendo 3 intérpretes mobilizados, e não dois, como no caso da simultânea).</p>
<p>(com base na sugestão feita no comentário de Bob abaixo)</p>
<p><span style="color: #ffffff;">linha  branca</span></p>
<p>6) <span style="text-decoration: underline;">Notas</span>:</p>
<p>Por fim, gostaria de dizer uma palavra sobre a questão da <strong>tomada de notas</strong>, no caso da consecutiva. Interpretação consecutiva sem tomada de notas, e por mais que o profissional tenha uma memória de elefante, é garantia de serviço medíocre ou pior. Nesta modalidade, a tomada de notas representa muito mais do que simples lembrete daquilo que foi dito e terá que ser utilizado pelo intérprete: já é o esboço de redação do que será dito pelo intérprete. Isto é, aquele que toma notas já está se preocupando com a redação (formulação, exposição,&#8230;) da fala a traduzir, já enquanto é proferida. Bons tomadores de notas já articulam todos os conceitos e as relações entre si na folha de papel na qual tomam notas enquanto a pessoa a interpretar ainda está falando.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">linha  branca</span></p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Concluindo</span></p>
<p>Para concluir, mantenho o que já afirmei mais acima: há situações em que cada modalidade se aplica melhor. E muitas  dependem de condicionantes que não refletem necessariamente a expectativa ideal de trabalho, porque nem sempre o profissional contratado é o melhor, nem sempre o orador é ideal, nem sempre o orçamento é ilimitado para permitir a escolha da melhor opção (que não surpreendentemente pode ser a mais cara), nem sempre o contratante assimila todas as diferenças que evoquei aqui, ou pesa seu valor devidamente,&#8230; e esse é o mundo real.</p>
<p>No final de contas, todo projeto deve ser considerado pelo contratante e pelo responsável da interpretação (agência de interpretação, chefe de equipe de intérpretes,&#8230;) de forma a definir a escolha mais adequada para equacionar os fatores de custo, preferência, qualidade e tempo.</p>
<p style="color: #ffffff;">linha branca</p>
<p>——————————————————————</p>
<p>AVISO:</p>
<p>Para fins de discussão, mencionei a &#8220;<a href="http://milanitraducao.com/wp-content/uploads/2010/06/Sintra_Valores-praticados_062010.pdf" class="file pdf">Lista  de valores de referência praticados</a>&#8221; publicada em 11/06/10 no site  do Sindicato Nacional dos Tradutores -Sintra. O documento .pdf que pode ser obtido aqui com estas tarifas é um retrato (captura) da página na data mencionada, independente de futuras variações ou supressões nesta lista do Sintra. Em particular, não tenciono expressar  nenhum posicionamento a favor ou contra o atual <a href="http://milanitraducao.com/2010/06/10/a-acao-do-sde-contra-o-sintra/">processo  administrativo promovido pela SDE-MJ</a>, tampouco acuso ou defendo o  Sintra na polêmica em tela. Neste post, a versão atual da lista é tratada unicamente como um retrato  indicativo da tendência de práticas/tarifas de mercado (e não como uma  sugestão de preços a seguir, pois esta não é uma  discussão sobre  tarifas), que permitem reflexões de ordem comparativa entre diversas  modalidades de serviços.</p>
<p>Por fim, vale dizer que as afirmações  expressas aqui são todas opiniões pessoais que não correspondem  necessariamente à percepção de outros colegas. Convido estes a comentar e  dar suas opiniões a respeito através da sessão de comentários, o que  enriquecerá certamente o debate.</p>
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		<title>A ação da SDE contra o Sintra</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Jun 2010 04:08:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Milani</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[profissão]]></category>
		<category><![CDATA[Sintra]]></category>
		<category><![CDATA[tradução]]></category>

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		<description><![CDATA[O seguinte documento é a nota de processo administrativo movido pela Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça contra o Sindicato de Tradutores, Sintra, por infração à ordem econômica. Fundamentalmente, argumenta-se que o Sintra, ao propor uma tabela de tarifas, exerce influencia sobre o mercado de tradução. No Brasil, ressalvando-se o caso dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a title="Proc. admin. contra o Sintra" href="http://milanitraducao.com/wp-content/uploads/2010/06/Sintra_Nota.pdf" class="file pdf">seguinte documento</a> é a nota de processo administrativo movido pela Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça contra o Sindicato de Tradutores, Sintra, por infração à ordem econômica.</p>
<p>Fundamentalmente, argumenta-se que o Sintra, ao propor uma <a href="http://www.sintra.org.br/site/index.php?p=c&amp;pag=precos">tabela de tarifas</a>, exerce influencia sobre o mercado de tradução. No Brasil, ressalvando-se o caso dos TPIC (os &#8220;tradutores juramentados&#8221;), cuja tabela de emolumentos é definida por estado pela junta comercial (por exemplo, <a href="http://www.facil.dnrc.gov.br/Tradutores/tabela%20de%20emolumentos.htm" class="file htm">aqui no DF</a>), todos os tradutores são considerados profissionais liberais e o mercado é livre, nele podendo serem exercidas todo tipo de tarifas. O resultado é aquele esperado, a saber uma variação incrível nas tarifas praticadas entre profissionais de um mesmo ofício. A título de exemplo, não exagero se afirmo que há, nesse mesmo mercado, pessoas que cobram R$ 0,04/palavra de tradução e outras que cobram mais que R$ 0,30/palavra (a referência do Sintra é de R$ 0,24).</p>
<p>Tecnicamente, a tal tabela se quer &#8220;um retrato&#8221; da situação praticada pelos profissionais, isto é, uma constatação a posteriori de preços já existentes no mercado e negociados sem ter que usá-la. Porém, na prática, a tabela serve de referência para muitos profissionais pautarem seus preços, promoverem aumentos, desenvolverem seus crescimentos profissionais e como argumento de negociação (o que caracterizaria um uso desta referência que fere a liberdade do mercado). Outrossim, a SDE entende que o sindicato deveria defender, já que o mercado é livre, tanto o interesse daquele que cobra 2 centavos por palavra quanto aquele que cobra 30. E mais, aponta que muitos daqueles que fazem uso da tabela como elemento de convencimento de seu cliente o fazem sem pertencer à entidade. Mais ainda, o uso de uma referência deste tipo para persuadir um cliente fere a ética do livre mercado, pois aposta no constrangimento do contratante em contratar por tarifa não recomendada pelo sindicato &#8211;o que aponta a responsabilidade do sindicato como formador de práticas de mercado.</p>
<p>O arrazoado da nota é bem escrito (é preciso enxergar através da selva da linguagem jurídica) e traz sólidas contestações.</p>
<p>No meu ver, o Sintra precisa conseguir convencer que as tarifas que publica representam apenas um retrato a posteriori das tarifas praticadas (e negociadas sem o auxílio desta tabela) e que o uso feito por profissionais desta informação compete apenas a eles. Sobretudo tem que demonstrar que sua intenção é de constatação imparcial e não de tentativa de influenciar. Acho que vai neste sentido a iniciativa que acabo de observar no site deles de retirar a menção que dizia &#8220;preços sugeridos&#8221; e passar a dizer de forma bem neutra: &#8220;valores de referência praticados&#8221;.</p>
<p>Vamos ver no que dá&#8230;</p>
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		<title>Encontro de intérpretes 22/05/2010</title>
		<link>http://milanitraducao.com/2010/05/24/encontro-de-interpretes-22052010/</link>
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		<pubDate>Mon, 24 May 2010 03:48:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Milani</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[interpretação]]></category>
		<category><![CDATA[profissão]]></category>

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		<description><![CDATA[O encontro foi convocado um pouco de última hora na sexta-feira 21, mas reuniu além de mim mesmo, Miguel Reyes e namorada (Fernanda), Daniel Maciel Bob e namorada (Gleici), Fernando Campos Leza, João Reino, Mayra e namorado (Eloy) e primo (Max). O encontro aconteceu no Bar Brasília da 506 sul. Estes encontros são sempre a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O encontro foi convocado um pouco de última hora na sexta-feira 21, mas reuniu além de mim mesmo, Miguel Reyes e namorada (Fernanda), Daniel Maciel Bob e namorada (Gleici), Fernando Campos Leza, João Reino, Mayra e namorado (Eloy) e primo (Max). O encontro aconteceu no Bar Brasília da 506 sul.</p>
<p>Estes encontros são sempre a oportunidade para a categoria profissional de estreirtar seus laços e se fortalecer, além de propiciar debates sobre temas profissionais em ambiente mais descontraído.</p>
<p>Um dos temas debatidos foi fatalmente o da agência de intérpretes que mais deve e engana profissionais em Brasília. Novas alternativas de luta contra as práticas desta empresa foram consideradas e poderão ser implementadas em breve.</p>
<p>O evento durou de 20h00 até 0h30 em clima de descontração e amizade.</p>
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		<title>V Congreso Latinoamericano de Traducción e Interpretación</title>
		<link>http://milanitraducao.com/2010/04/28/v-congreso-latinoamericano-de-traduccion-e-interpretacion/</link>
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		<pubDate>Wed, 28 Apr 2010 05:32:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Milani</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
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		<category><![CDATA[tradução]]></category>

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		<description><![CDATA[Decidi ir ao V Congresso Latino-americano de Tradução e Interpretação que ocorrerá em Buenos Aires (Argentina) entre os dias 12 a 16 de maio de 2010. O programa preliminar promete muitas descobertas. Aqui está para quem quiser consultar: PROGRAMA PRELIMINAR V3 Congresso BAs]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Decidi ir ao <a href="http://www.vcongreso2010.org.ar/">V Congresso Latino-americano de Tradução e Interpretação</a> que ocorrerá em Buenos Aires (Argentina) entre os dias 12 a 16 de maio de 2010.</p>
<p>O programa preliminar promete muitas descobertas.</p>
<p>Aqui está para quem quiser consultar: <a href="http://milanitraducao.com/wp-content/uploads/2010/04/PROGRAMA-PRELIMINAR-V3.pdf" class="file pdf">PROGRAMA PRELIMINAR V3 Congresso BAs</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Modelo de Contrato de Prestação de Serviços</title>
		<link>http://milanitraducao.com/2010/04/26/modelo-de-contrato-de-prestacao-de-servicos/</link>
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		<pubDate>Mon, 26 Apr 2010 03:53:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Milani</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[profissão]]></category>

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		<description><![CDATA[Decidi formar e liderar um Grupo de Trabalho, no âmbito da lista de intérpretes de Brasília, voltado para a redação de um Modelo de Contrato de Prestação de Serviços. Tradutores e intérpretes foram historicamente desunidos e desorganizados em Brasília. Isto os prejudicou hoje e sempre enquanto categoria; mas embora isto dê aparentemente mais poder aos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Decidi formar e liderar um Grupo de Trabalho, no âmbito da lista de  intérpretes de Brasília, voltado para a redação de um Modelo de Contrato  de Prestação de Serviços.</p>
<p>Tradutores e intérpretes foram historicamente desunidos e  desorganizados em Brasília. Isto os prejudicou hoje e sempre enquanto  categoria; mas embora isto dê aparentemente mais poder aos contratantes,  também gera prejuízos para estes. Em nossa análise, isso se deve entre  outros à tradicional falta de formalização do acordo acertado entre as  partes. De fato, a mobilização de profisionais costuma ser feita através  de simples telefonema ou no máximo email sumário. Ao contrário, a  adoção sistemática de um contrato padronizado, que resguarde ambas as  partes, e que se torne prática corrente, seria muito útil neste sentido,  evitando uma série de problemas, tais como:</p>
<p>-a falta  de responsabilização pelo não comparecimento de um profissional</p>
<p>-compromisso  desmarcado de última hora, por qualquer uma das partes</p>
<p>-discussões  posteriores à realização do serviço sobre valor a pagar</p>
<p>etc.</p>
<p>Assim, o propósito deste GT consiste em colocar à disposição, tanto  dos empregadores quanto dos profissionais, um instrumento que formalize o  acordo entre as partes. Esperamos que este instrumento seja amplamente  adotado, se torne prática corrente e seja percebido como promovedor de  uma condição de trabalho melhor, mais segura e mais formalizada.</p>
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