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	<title>Leonardo Milani &#187; tradução</title>
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	<description>Traduções para português e francês</description>
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		<title>Dilma Roussef: President**a** do Brasil</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Jan 2012 05:22:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Milani</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[norma]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[tradução]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao redigir um post recente, peguei-me novamente a escrever a palavra &#8220;presidenta&#8221; para me referir a Dilma Roussef. Grande polêmica no início do ano 2011, percebo que nunca abordei a questão de saber se devemos adotar &#8220;presidente&#8221; ou &#8220;presidenta&#8221; para nos referir a Dilma Roussef. &#160; Pois acreditem que esta foi uma polêmica muito séria, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao redigir um post recente, peguei-me novamente a escrever a palavra &#8220;presidenta&#8221; para me referir a Dilma Roussef. Grande polêmica no início do ano 2011, percebo que nunca abordei a questão de saber se devemos adotar &#8220;presidente&#8221; ou &#8220;presidenta&#8221; para nos referir a Dilma Roussef.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pois acreditem que esta foi uma polêmica muito séria, que dividiu as opiniões e deu o que falar em lista de profissionais de língua.</p>
<p>Eu vejo este debate como a confluência de duas questões fundamentais:<br />
1) o rigor da língua (dicionário, gramática, etimologia,&#8230;)<br />
2) o uso e a validade (e validação) deste</p>
<p>Os <span style="text-decoration: underline;">argumentos aue priorizam o rigor da língua</span> tendem a valorizar o uso de presidente:</p>
<p>Meu colega Florisvaldo Machado, em determinado debate em listas, levantou o argumento inicial que me parece indiscutível: no <strong>plano etimológico</strong>, dar a um substantivo masculino terminado por <strong>-ente</strong> uma marca de feminino <strong>-enta</strong> é sem sentido. Em quase nenhuma outra palavra terminado por -ente isso ocorre: não há videnta, pacienta, adolescenta, gerenta, clienta, atendenta,&#8230;<br />
(MAS: &#8220;chefa&#8221; e &#8220;parenta&#8221; são dicionarizados, bem como&#8230; &#8220;presidenta&#8221;, sendo porém considerado informal)</p>
<p>É justamente o que Luiz Costa Pereira Junior destaca, em <a title="Artigo de Luis Costa Pereira Junior sobre o uso de PresidentA" href="http://revistalingua.uol.com.br/textos.asp?codigo=12196">seu excelente artigo</a>, muito abrangente:</p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>(&#8230;) a equipe do Lexikon, que atualiza o dicionário Aulete, avalia que os substantivos e adjetivos de dois gêneros terminados em -ente não apresentam flexão de gênero terminado em -a. Por isso, não dizemos &#8220;gerenta&#8221;, &#8220;pacienta&#8221;, &#8220;clienta&#8221; etc. Caso fosse &#8220;presidenta&#8221;, por coerência, diríamos &#8220;a presidenta está contenta&#8221; e &#8220;o presidente está contento&#8221;, exemplifica o grupo.</em></p>
<p>Luiz Costa Pereira Junior aponta ainda:</p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>Ernani Pimentel diz que &#8220;presidenta&#8221; pertence às palavras &#8220;andróginas, hermafroditas ou bissexuadas&#8221;, como &#8220;pianista&#8221;, &#8220;jovem&#8221;, &#8220;colega&#8221;, comuns de dois gêneros. Terminadas em -nte (amante, constante, docente, poluente, ouvinte&#8230;), não usam o / a para indicar gênero. O fator linguístico a limitar essa &#8220;androginia&#8221;, tornando a palavra só masculina ou feminina, é o artigo (o amante, a amante); o substantivo (líquido ou água poluente); o pronome a ela ligado (nosso ou nossa contribuinte). Ao oficializar &#8220;presidenta&#8221;, diz Pimentel, arrisca-se a &#8220;despender energia&#8221;, criando &#8220;amanta&#8221;, &#8220;constanta&#8221;, &#8220;docenta&#8221;, &#8220;poluenta&#8221;, &#8220;ouvinta&#8221;&#8230;</em>(&#8230;)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por outro lado, é tendência cada vez maior de que o uso deve predominar. E embora isto faça prevalecer a adoção do uso de president<span style="text-decoration: underline;"><strong>a</strong></span>, tampouco aqui todo mundo concorda:</p>
<p>Apostando na <a title="Presidência argumenta com base na ambivalência de Presidente e Presidenta" href="http://www2.planalto.gov.br/presidenta/uso-da-palavra-presidenta">ambivalência dos dois vocábulos</a> (president<strong>e</strong> e president<strong>a</strong>), aliás de forma um pouco simplista (evocar a &#8220;norma culta&#8221; e se ater a discutir se o termo é ou não dicionarizado é uma ofensa à gramática), a Presidência argumenta a favor da escolha president<strong>a</strong>. No site em que apresenta o cargo, estampa o título orgulhosamente: President<span style="text-decoration: underline;"><strong>a</strong></span>. E começa o texto assim:</p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>Primeira mulher a se tornar President<span style="text-decoration: underline;"><strong>e</strong></span> da República do Brasil, Dilma Vana Rousseff nasceu em 14 de dezembro de 1947, na cidade de Belo Horizonte (MG).</em><br />
(o site passa por constantes mudanças, portanto se não encontrarem mais este texto lá, significa que foi alterado, como me parece que deveria ser)</p>
<p>Não vamos dizer que ajudou, né?</p>
<p>Por <strong>comparação com outros idiomas latinos</strong>, principalmente o espanhol pela proximidade (por vezes enganosa&#8230;), buscou-se também mostrar regras já validadas para aprovar uma ou outra escolha. Por exemplo, recordou-se a polêmica exigência da presidenta argentina de ser chamada: &#8220;la Presidenta Kirchner&#8221;.</p>
<p>Os <strong>períodicos e principais canais de informação</strong> passaram a servir como autoridades que justificariam o uso; mas até hoje, estes não conseguiram se pôr de acordo entre si: a <a title="Folha mantém &quot;presidentE&quot;" href="http://www1.folha.uol.com.br/poder/823593-folha-adotara-presidente-para-se-referir-a-dilma.shtml">Folha de São Paulo não arredou de president<strong>e</strong></a> (a não ser <a title="Folha usa presidentA de forma debochada" href="http://www1.folha.uol.com.br/colunas/joaopereiracoutinho/1003091-uma-presidenta-na-europa.shtml">de forma debochada</a>), enquanto a <a title="Voz do Brasil adota PresidentA" href="http://cafe.ebc.com.br/tpl_capa">&#8220;Voz do Brasil&#8221; adotou president<strong>a</strong></a> (e é um canal oficial).</p>
<p>O <strong>uso passado</strong> poderia, ao contrário do esperado, justificar o feminino em -ente, como argumenta Sérgio Nogueira em seu blog <a title="Blog Dicas de Português - Sérgio Nogueira - PresidentA" href="http://g1.globo.com/platb/portugues/2010/11/01/a-presidente-ou-presidenta/">Dicas de Português</a>:</p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>É bom lembrar que a acadêmica Nélida Piñon, quando eleita, sempre se apresentou como a primeira PRESIDENTE da Academia Brasileira de Letras. Patrícia Amorim, desde sua eleição, sempre foi tratada como a presidente do Flamengo.</em></p>
<p>E pior. O <strong>desuso futuro</strong> pode ser determinante, como já foi com outras palavras. Ou seja, mesmo se aceitamos &#8220;presidenta&#8221;, resta a saber se vai vingar de fato ou se só vai ficar lá no dicionário (e.g., o caso de &#8220;chefa&#8221;, que não é usado para mulheres que chefiam). Ora, justamente, o gramático Ataliba de Castilho aponta que:</p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>Há &#8220;soldada&#8221;, &#8220;sargenta&#8221;, &#8220;coronela&#8221;, &#8220;capitã&#8221; e &#8220;generala&#8221;. Mas o Exército, ele mesmo, evita adotá-las.</em></p>
<p>O mesmo Ataliba levanta a interessante questão da <strong>ressignificação do vocábulo &#8220;presidente&#8221;</strong> ao adotarmos &#8220;presidenta&#8221;. Até então, sempre tivemos homem na presidência e &#8220;presidente&#8221; era, de fato, uma palavra neutra que designaria aquele &#8211; ou aquela &#8211; que ocupasse o cargo presidencial. Se hoje passamos a dizer que Dilma é a Presidenta do Brasil, &#8220;presidente&#8221; vai passar a designar unicamente homens que ocupem a presidência. E talvez esta ressignificação não se atenha à Presidência da República e passe a se aplicar a qualquer presidência (de uma empresa, por exemplo).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na selva de prós e contras muitas vezes procedentes, fato é que o profissional de idiomas, nomeadamente o tradutor e o intérprete, precisa fazer esta escolha fatal: presidente, ou presidenta?</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Fato 1</span>: o PL 210/55 (veja figura abaixo que apresenta uma versão escaneada do texto original), que virou a Lei Ordinária federal 2.749, de 1956, do senador Mozart Lago, determina o uso oficial da forma feminina para designar cargos públicos ocupados por mulheres.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Fato 2</span>: a Presidência optou por Presidenta. E em um evento hipotético em que eu tenha que interpretar para o português algo dirigido à Presiden&#8230;ta, eu não ousaria dizer &#8220;Excelentíssima Senhora Presiden<span style="text-decoration: underline;"><strong>te</strong></span>, é com satisfação&#8230;&#8221;. Mesmo ela não estando presente (presenta?), entendo que o fato da Presidência ter optado por &#8220;presidenta&#8221; cria uma certa expectativa da audiência, que pode estranhar o uso de &#8220;presidente&#8221; para se referir a Dilma Roussef.</p>
<p>Assim, fazer questão de adotar president**a**, correto ou não (e isso pode nunca ser esclarecido de forma definitiva), é uma questão evidentemente política, de afirmação da ascensão das mulheres ao poder e da igualdade de sexos. É tão preponderante quanto o <em>background</em> popular do Lula, que conquistou não apenas 3 eleitorados nacionais (por que convenhamos que o pleito de 2010 também o teria eleito com facilidade), como também o respeito internacional. O resultado foi, no caso dele, que poucos o chamavam pelo sobrenome no exterior: &#8220;Monsieur da Silva&#8221;, seria engraçado, ao passo que sempre vi Fernando Henrique Cardoso ser chamado de &#8220;Monsieur Cardoso&#8221; lá fora. Não há gramática que legitime estas escolhas. O uso traz uma marca da percepção popular sobre aquilo que está sendo falado, um sinal de como o emissor da mensagem compreende (interpreta&#8230;) o que diz.</p>
<p>Pois não adianta paladinar em (suposta) defesa da pureza do idioma, se o que está em jogo é a igualdade dos sexos no Brasil*. Em tese, se este tipo de afirmação pode mudar a posição das mulheres na sociedade brasileira, o &#8220;erro&#8221; vale a pena e a Presidência fez a escolha acertada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>_____________________</p>
<p style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 12px; line-height: normal;"><strong>(*</strong>) = isto dito, não são poucos aqueles que argumentam que fazer esta diferenciação terá o efeito contrário do esperado: chamando a atenção para a diferença, a Presidência optou por, afinal, discriminar. É um argumento com o qual concordo, mas só o tempo e o uso podem mostrar se este cenário se concretiza.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class="alignleft" style="border: 1px solid black; margin-right: 10px;" src="http://milanitraducao.com/wp-content/uploads/2012/01/PL-210-55.jpg" alt="Projeto de Lei 210/55" width="302" height="638" /></p>
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		<title>#Fail de tradução: saída análoga do Airport da Apple</title>
		<link>http://milanitraducao.com/2011/01/04/fail-de-traducao-saida-analoga-do-airport-da-apple/</link>
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		<pubDate>Tue, 04 Jan 2011 04:10:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Milani</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[erros]]></category>
		<category><![CDATA[tradução]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem for comprar a Base Airport Express da Apple para usar como modem &#8211; e eventualmente mandar música para algum dispositivo remoto através dele &#8211; que tome cuidado com a saída áudio: O minijack em questão oferece saída análoga e óptica. Ou então deve ser analógica &#8230; e digital&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem for comprar a <a href="http://store.apple.com/br/product/MB321BZ/A/AirPort-Express-AirTunes?mco=MTY3ODQ5OTY">Base Airport Express</a> da Apple para usar como modem &#8211; e eventualmente mandar música para algum dispositivo remoto através dele &#8211; que tome cuidado com a saída áudio:</p>
<p><a href="http://milanitraducao.com/wp-content/uploads/2011/01/Fail-AppleStore_Som-Analogo.jpg" class="file jpg"><img class="size-medium wp-image-390 alignleft" title="Minijack análogo???" src="http://milanitraducao.com/wp-content/uploads/2011/01/Fail-AppleStore_Som-Analogo-300x191.jpg" alt="" width="300" height="191" /></a></p>
<p>O minijack em questão oferece saída <strong>análoga</strong> e <strong>óptica</strong>.<br />
Ou então deve ser <em>analógica</em> &#8230; e <em>digital</em>&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Para não conseguir trabalho&#8230;</title>
		<link>http://milanitraducao.com/2010/10/28/para-nao-conseguir-trabalho/</link>
		<comments>http://milanitraducao.com/2010/10/28/para-nao-conseguir-trabalho/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 28 Oct 2010 07:23:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Milani</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[erros]]></category>
		<category><![CDATA[tradução]]></category>

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		<description><![CDATA[Como freelancers, muitas vezes conversamos entre colegas sobre as estratégias e os procedimentos que adotamos para conquistar clientes potenciais. Ontem, recebi uma mensagem que exemplifica muito bem como fazer para não conquistar clientes ou trabalhos. Principalmente, me permitiu refletir sobre o posicionamento profissional que nunca devemos deixar de ter perante nossos clientes, o mercado e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como freelancers, muitas vezes conversamos entre colegas sobre as estratégias e os procedimentos que adotamos para conquistar clientes potenciais.<br />
Ontem, recebi uma mensagem que exemplifica muito bem como fazer para não conquistar clientes ou trabalhos. Principalmente, me permitiu refletir sobre o posicionamento profissional que nunca devemos deixar de ter perante nossos clientes, o mercado e nós mesmos como profissionais.</p>
<p>Tendo recebido este mail, perguntei-me porque o julgava tão ineficaz e tão pouco convidativo àquilo que, em tese, buscaria: um trabalho ou uma colaboração. Acabei chegando a uma lista de problemas que apresento a seguir, como reflexão de estratégia comercial.</p>
<p>Antes, duas observações:<br />
1) ocultei voluntariamente qualquer informação que possa permitir a alguém de conhecer a identidade ou nome do remetente. Além de desnecessário, não quero dar a pensar que este artigo seja uma implicância pessoal minha, e sim uma oportunidade para pensarmos melhor sobre como devemos nos apresentar como profissionais. Isto vale para mim, para meus colegas e para o próprio autor da mensagem.<br />
2) talvez o autor desta mensagem chegue aqui e leia meu post. Não quero que considere minha iniciativa como algo pessoal contra ele e acredite, sinceramente, que o que expresso aqui pode ser tomado como dicas para que melhore sua apresentação no futuro. Reitero que ocultei qualquer informação que possa identificá-lo.</p>
<p>Transcrevo a mensagem exatamente como recebi, sem alterar uma vírgula, voluntariamente:</p>
<p><span style="color: #003366;"><span style="color: #333399;">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-<br />
Para: pcks1@ig.com.br</span></span></p>
<p><span style="color: #333399;">Prezados Senhores,<br />
Sou norte americano e trabalhei em multinacionais nos E.U.A e Brasil por vários anos como gerente de TI (Tecnologia da Informação), consultoria de TI e desenvolvimento de negócios. Atualmente  sou consultor independente de TI e de negócios.  Estou disponível por alguns meses para fazer traduções (4 hs/dia &#8211; Seg a Sex) sobre os mais vários temas e assuntos. A variedade de áreas cobertas deve-se ao fato de ter prestado serviços para empresas de quase todos os segmentos econômicos:   IT, Trade, Financeiro, marketing, siderurgia, petróleo, comércio exterior, químico, farmacêutico, automobilístico, construção civil e telecom.<br />
No caso de interesse, favor entrar em contato para maiores detalhes. (Tenho firma aberta para emissão de Nota fiscal)<br />
Atenciosamente,<br />
Xxxx Xxxxx<br />
tels:<br />
xxxxxx@hotmail.com<br />
skype id: xxxxxxxx<br />
&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</span></p>
<p>E estes são os motivos pelos quais considero esta mensagem improdutiva, para não dizer contra-producente, em termos de obter um trabalho ou uma colaboração em um trabalho:</p>
<p>ERRO 1: <span style="color: #333399;">Para: pcks1@ig.com.br</span><br />
O remetente criou uma mensagem padrão que enviou para uma mala direta. Isso não faz com que eu, destinatário e possível ofertante de trabalhos, me sinta especial e queira solicitá-lo.<br />
Há hoje métodos eficazes para enviar malas diretas com o nome do destinatário. Mas o ideal mesmo é personalizar um pouco o envio (por exemplo, uma mensagem para cada par de idiomas?)</p>
<p>ERRO 2: <span style="color: #333399;">Sou norte americano e trabalhei em multinacionais nos E.U.A e Brasil por vários anos (&#8230;)</span><br />
O que eu, antes de mais nada tradutor de francês, tenho a ver com isso? Isto é, por que fui destinatário desta mensagem? E não é apenas o fato de não ter, muito sinceramente, oferta a fazer à pessoa; o problema real é que a falta de foco já sinaliza a falta de seleção e critério de seu autor. Nada promissor para um profissional de tradução.</p>
<p>ERRO 3: <span style="color: #333399;">(&#8230;) trabalhei em multinacionais nos E.U.A e Brasil por vários anos como gerente de TI (Tecnologia da Informação), consultoria de TI e desenvolvimento de negócios. Atualmente  sou consultor independente de TI e de negócios.</span><br />
Então por que se propõe a traduzir? não há nada na mensagem que qualifique seu remetente como profissional de tradução.<br />
É como se eu dissesse que trabalhei como mecânico e agora quero traduzir manual de auto-peças &#8211;não é a mesma coisa!</p>
<p>ERRO 4: <span style="color: #333399;">Atualmente  sou consultor independente de TI e de negócios.</span><br />
O que este &#8220;atualmente&#8221; significa? Palavra inútil, e perigosa: dá ao leitor a impressão que o remetente exerce há pouco tempo aquilo no que se disse experiente.<br />
E não há como alguém que anuncia que vai trabalhar com idioma dizer que não pensou no peso ou na conotação de cada palavra &#8211;pois é exatamente isto que faz a diferença para um bom profissional desta área.</p>
<p>ERRO 5: <span style="color: #333399;">Estou disponível por alguns meses (&#8230;)</span><br />
Que espécie de profissional é esse que resolveu ser tradutor por alguns meses? É como se eu resolvesse hoje ser eletricista por alguns meses. Alguém me contrataria?</p>
<p>ERRO 6: <span style="color: #333399;">(&#8230;) para fazer traduções (4 hs/dia &#8211; Seg a Sex)</span><br />
Tradução é um trabalho de dedicação integral; é excelência ou não é nada. Não estou dizendo (não me entendam mal) que nenhum tradutor tenha que ser escravo do seu trabalho, mas nenhum profissional que conheço impõe (e previamente!) horários de trabalho a seus clientes potenciais. Veja, o escritório é sua casa, ninguém vai ver se você está ou não cumprindo seu ponto. Logo, o tempo disponível para cada trabalho, você administra pessoalmente, oferecendo prazos possíveis para você a seu cliente, ao invés de anunciar que não trabalha mais que 4 horas por dia e não trabalha no sábado e no domingo. Seu cliente não precisa saber se você só trabalha das 22h00 às 4h00, se trabalha nas terças ou não&#8230; a única coisa que interessa é: com a sua gestão de tempo, qual prazo você pode prometer? E nada mais.</p>
<p>ERRO 7: <span style="color: #333399;">(&#8230;) os mais vários temas e assuntos.</span><br />
Variedade é uma coisa bem relativa (os temas apresentados na mensagem não são assim tão variados&#8230;). E em tradução, ela pode muitas vezes significar pouca especialização.</p>
<p>ERRO 8: <span style="color: #333399;">A variedade de áreas cobertas deve-se ao fato de ter prestado serviços para empresas de quase todos os segmentos econômicos: (&#8230;)</span><br />
Mas não se deve a alguma qualquer experiência prévia com tradução.<br />
Inquietante.<br />
Ao invés de mostrar o que o qualifica como profissional confiável, a pessoa apenas indica por que conhece muitos (?) assuntos. Desde quando saber de muita coisa faz da pessoa um tradutor, eu queria saber. Nesta apresentação, nada no histórico do candidato o qualifica como **tradutor**.</p>
<p>ERRO 9: <span style="color: #333399;">No caso de interesse, (&#8230;)</span><br />
Novamente, se somos &#8220;profissionais de idiomas&#8221;, devemos pensar no impacto do que dizemos quando tentamos convencer alguém de algo.<br />
Numa perspectiva comercial (e devemos mostrar que sabemos considerá-la), a expressão &#8220;No caso de interesse&#8221; leva o leitor a pensar na outra alternativa evocada: poder não se interessar. É desnecessário e contra-producente. É um argumento derrotista que já considera a probabilidade de não haver interesse e inclusive sugere esta alternativa ao leitor.<br />
Apresentar-se não é isso. Esta mensagem devia conter apenas três coisas:<br />
1) eu sou fulano de tal e quero trabalhar com tradução<br />
2) minhas qualificações são estas<br />
3) estou à disposição (mas nunca: &#8220;caso se interesse&#8221;, ou semelhante&#8230; uma construção lógica e comercial assumiria que os pontos 1 e 2 já geraram interesse e que isto não é mais uma questão)</p>
<p>ERRO 10: <span style="color: #333399;">xxxxxx@hotmail.com</span><br />
Hotmail !!! Que coisa mais anos 90.<br />
Me desculpem, mas qualquer pessoa sensata que recebe uma mensagem impessoal vindo de um hotmail que tenha aparentemente sido enviada para &#8220;móga&#8221; pensa imediatamente: &#8220;céus, spam&#8221;. Daí o mouse se move para o botão &#8220;excluir&#8221; e o dedo treme no botão do mouse muito antes dos olhos quererem ler.<br />
E o problema não é ser webmail. Quem tem uma mínima noção de mercado sabe a diferença de impacto causado entre uma mensagem proveniente do gmail e do hotmail.</p>
<p>ERRO 11: <span style="color: #333399;">a qualidade, afinal, do texto</span><br />
Não há, é verdade, nenhuma ofensa fundamental contra o vernáculo. Mas reitero que tradução é um trabalho de excelência e um profissional de idiomas deve conseguir mostrar a perfeição com a qual se expressa, sobretudo quando busca trabalhar neste ramo, pois é esta perfeição que o cliente potencial espera encontrar.<br />
E nesta mensagem, esta série de pequenos defeitos, somados, tornam o todo um texto que sequer convence no quesito integridade linguística:<br />
-nenhum espaço entre cada parágrafo;<br />
-falta de uniformidade: usou TI e IT;<br />
-um monte de espaços duplos;<br />
-erro: maiúscula nos dias da semana;<br />
-parêntese abrindo depois de um ponto (o que para mim é uma brutalidade tipográfica);<br />
-abreviações incorretas: &#8220;hs&#8221; para horas e &#8220;tels&#8221; para telefones.</p>
<p>E vocês, contratariam este profissional?  <img src='http://milanitraducao.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Resultados pesquisa SFT 2009</title>
		<link>http://milanitraducao.com/2010/10/13/resultados-pesquisa-sft-2009/</link>
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		<pubDate>Wed, 13 Oct 2010 06:31:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Milani</dc:creator>
				<category><![CDATA[notícias]]></category>
		<category><![CDATA[profissão]]></category>
		<category><![CDATA[tradução]]></category>

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		<description><![CDATA[Acabam de ser publicados os resultados da pesquisa conduzida pela SFT (Société Française de Traducteurs) no início de 2010 sobre o exercício 2009. Você pode baixar o relatório completo aqui, bem como o de 2008. Além das tabelas de tarifas por par de língua ao final do relatório, algumas coisas chamaram minha atenção no resultado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acabam de ser publicados os resultados da pesquisa conduzida pela SFT (Société Française de Traducteurs) no início de 2010 sobre o exercício 2009. Você pode baixar o relatório completo <a href="http://www.sft.fr/tarif-de-traduction.html">aqui</a>, bem como o de 2008.</p>
<p>Além das tabelas de tarifas por par de língua ao final do relatório, algumas coisas chamaram minha atenção no resultado do questionário (qualquer soma de porcentagem que exceda 100% significa que era possível mais de uma resposta):</p>
<h2><strong>1) Perfil dos entrevistados</strong></h2>
<p>-77% dos entrevistados são <span style="text-decoration: underline;">mulheres</span>. Fortíssima e incontestável participação feminina na categoria profissional;</p>
<p>-<span style="text-decoration: underline;">78% dos entrevistados residem ou atuam na França</span>. É importante relativizar os resultados encontrados para o mercado francês, embora traga bons ensinamentos.</p>
<p>-a quantidade de <span style="text-decoration: underline;">pessoas em início de carreira</span> é bem menor do que na pesquisa de 2008  (redução de 25% para 18% de entrevistados com menos de 5 anos de experiência);</p>
<p>-mais de um terço (34%) dos respondentes iniciou sua carreira profissional entre 25 e 29 anos (é meu caso);</p>
<p>-40% dos entrevistados não realizou <span style="text-decoration: underline;">estudos específicos em tradução ou  interpretação</span> e, para aqueles que os cursaram, tais estudos não proporcionam acesso a tarifas mais  elevadas;</p>
<p>-um terço dos tradutores assalariados exerce <span style="text-decoration: underline;">outra atividade além do contrato de trabalho</span>;</p>
<p>-<span style="text-decoration: underline;">quantidade de pares de idiomas</span> com os quais os entrevistados  trabalham: 1 (34%), 2 (42%), 3 (16%), 4 (5%) e 5 ou mais (3%).  Ao que  parece, dada a dificuldade de se dominar uma língua, os tradutores entendem que trabalhar com  muitos pares de idiomas pode transmitir menos credibilidade para os  clientes potenciais e preferem anunciar excelência em poucos pares;</p>
<p>-dentre as <span style="text-decoration: underline;">prestações oferecidas, além da tradução</span>, grande   destaque para a revisão (com comparação em relação ao original ou não),   oferta que aumento de 12% em relação ao ano passado. É significativo e   nos faz pensar sobre a reorganização do fluxo de trabalho (a revisão   parece tomar um espaço cada vez mais importante&#8230;).</p>
<p>-2% dos entrevistados empregam <span style="text-decoration: underline;">assalariados</span>&#8230;</p>
<h2><strong>2) Procedimentos adotados:</strong></h2>
<p>-<span style="text-decoration: underline;">94% (!!) dos entrevistados fatura tradução por palavra</span>. É uma  tendência bem majoritária. 86% dos entrevistados fatura a palavra de   origem (no texto a traduzir). Para aqueles (13%) que ainda trabalham com   lauda, a grande maioria (11% dos entrevistados) trabalha com a medida   de 1500 caracteres com espaços. Aqui no Brasil esta  medida não parece  ser a mais adotada (acredito que a lauda de 1000 caracteres sem espaços  seja a mais usual);</p>
<p>-somente 38% exige <span style="text-decoration: underline;">confirmação do pedido</span> através de PO (Purchase Order) ou contrato antes de iniciar o trabalho; 36% dos entrevistados trabalha pouco ou nunca com PO (Purchase Orders). É inquietante, e eu realmente achava que este seria um quadro brasileiro, mais do ue francês;</p>
<p>-a maioria (53%) não dá <span style="text-decoration: underline;">desconto por grandes volumes de trabalho</span> (por  exemplo, ao fornecer orçamento para traduzir um livro inteiro);</p>
<p>-68% dos entrevistados dá <span style="text-decoration: underline;">descontos degressivos por segmentos repetidos ou similares</span> (calculados através da análise de alguma ferramenta de tradução assistida por  computador &#8211; CAT tool);</p>
<p>-71% trabalha com alguma <span style="text-decoration: underline;">tarifa mínima;</span></p>
<p>-pouquíssimos são aqueles que trabalham com <span style="text-decoration: underline;">adiantamento</span> (78% não pedem nunca ou quase nunca adiantamento);</p>
<p>-<span style="text-decoration: underline;">cobranças extra</span>: 74% dos entrevistados aplica tarifa de  urgência; 49% aplica tarifa adicional por trabalhar a noite e 50% por  trabalhar no final-de-semana; 47% cobra mais se houver dificuldade  técnica especial (terminologia, etc.). Porém, poucos cobram algum extra  quando se trata de: má redação no original, original emn formato  powerpoint, adoção de nomenclatura, original impresso sem versão  eletrônica, texto ilegível (por exemplo no caso de digitalização OCR  ruim), formatos especiais de arquivos a traduzir (htm, xml, php, exell, &#8230; etc.) e processamento de imagens.</p>
<h2>3) Ferramentas e técnicas:</h2>
<p>-<span style="text-decoration: underline;">69% dos entrevistados utiliza uma ferramenta de tradução assistida por computador</span> (CAT tools). Os dois mais usados são Wordfast (20% dos usuários em 2008; 32% em 2009) e Trados (45% em 2008; 67% em 2009, no SDL-Trados). Houve um aumento incrível da quantidade de programas desta família (7 programas listados em  2008, passando para 26 programas em 2009!)</p>
<p>-mais da metade dos entrevistados não realizou nenhum <span style="text-decoration: underline;">treinamento ou curso</span> na área de tradução em 2009. Foi também o caso em 2008.</p>
<p>Para avaliar tarifas, a SFT cruzou as tarifas informadas com dados diversos, obtendo as seguintes correlações:</p>
<p>-<span style="text-decoration: underline;">por horas semanais trabalhadas</span>: quem trabalha entre 30 e 59 horas cobra a melhor tarifa. Como era de se esperar, quem cobra menos acaba sendo quem trabalha demais (70 a 90 horas por semana). E quem trabalha pouco (menos de 30 horas semanais) também cobra menos, o que representa talvez uma fatia de profissionais que está buscando mais trabalho e, por este motivo, reduzindo tarifas para gerar atratividade.</p>
<p>-<span style="text-decoration: underline;">por faixa etária</span>: a idade parece acarretar maiores tarifas</p>
<p>-<span style="text-decoration: underline;">por tempo de experiência</span>: quanto maior a experiência, maior a tarifa cobrada</p>
<p>-<span style="text-decoration: underline;">por treinamentos e cursos realizados</span>: realizar cursos ou treinamentos leva o profissional a aumentar a tarifa</p>
<p>-a renda anual é maior entre aqueles que não fizeram estudos de tradução e/ou interpretação&#8230;  <img src='http://milanitraducao.com/wp-includes/images/smilies/icon_neutral.gif' alt=':-|' class='wp-smiley' />  .. curioso, não?</p>
<p>Quem quiser baixar o relatório completo, com todos os dados, explicações e gráficos, pode fazê-lo <a href="http://www.sft.fr/tarif-de-traduction.html">aqui</a>.</p>
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		<title>A tradução na caixinha do iPhone 4</title>
		<link>http://milanitraducao.com/2010/09/29/a-traducao-na-caixinha-do-iphone-4/</link>
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		<pubDate>Wed, 29 Sep 2010 17:17:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Milani</dc:creator>
				<category><![CDATA[notícias]]></category>
		<category><![CDATA[erros]]></category>
		<category><![CDATA[tradução]]></category>

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		<description><![CDATA[O tão esperado iPhone 4, finalmente lançado no Brasil através da Claro, está dando um show de vexame em sua apresentação brasileira, com uma tradução que é simplesmente de arrepiar. A caixinha afirma que o aparelho possui (segurem-se): -&#8221;display de retina&#8221; -&#8221;câmera de 5 Megabytes&#8221; Duas perguntas: 1) Como é que a Claro pôde deixar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O tão esperado iPhone 4, finalmente lançado no Brasil através da Claro, está dando um show de vexame em sua apresentação brasileira, com uma tradução que é simplesmente de arrepiar.</p>
<p>A caixinha afirma que o aparelho possui (segurem-se):</p>
<p>-&#8221;display de retina&#8221;</p>
<p>-&#8221;câmera de 5 Megabytes&#8221;</p>
<p><img src="http://www.blogdoiphone.com/wp-content/uploads/2010/09/retinaumana.jpg" alt="Capa do Iphone 4 (Blog do IPhone)" width="600" height="451" /></p>
<p>Duas perguntas:</p>
<p>1) Como é que a Claro pôde deixar um erro desses ser lançado no mercado?</p>
<p>2) como é que a Apple não processa a Claro ou não exige que sejam recolhidas as caixas com estes erros crasse? Vale dizer que <a href="http://www.apple.com/br/iphone/specs.html">no site brasileiro da Apple</a> as informações estão corretas, ou seja, <strong>era só copiar!!</strong></p>
<p>O artigo e essa foto são provenientes do <a href="http://www.blogdoiphone.com/2010/09/humor-iphone-4-no-brasil-vem-com-tela-feita-de-retina-e-camera-de-5-mebabytes/?utm_source=feedburner&amp;utm_medium=feed&amp;utm_campaign=Feed%3A+blogdoiphone%2FDLRw+%28Blog+do+iPhone%29&amp;utm_content=Google+Reader">Blog do IPhone</a>. Leia mais nesse blogue.</p>
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		<title>Diferenças entre PTBR e PTPT no futebol</title>
		<link>http://milanitraducao.com/2010/06/25/diferencas-entre-ptbr-e-ptpt-no-futebol/</link>
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		<pubDate>Fri, 25 Jun 2010 15:26:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Milani</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[tradução]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta matéria aponta algumas das diferenças existentes entre as duas versões do idioma português, no mundo do futebol. O tradutor a fazer comentário é Luciano Monteiro, grande amigo e colega que é de fato A referência no mundo da tradução de futebol, na minha opinião. Eu já disse isso em vários lugares (inclusive no meu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://online.wsj.com/article/SB10001424052748704911704575327284217910868.html">Esta matéria</a> aponta algumas das diferenças existentes entre as duas versões do idioma português, no mundo do futebol.</p>
<p>O tradutor a fazer comentário é <a href="http://por.proz.com/translator/48653">Luciano Monteiro</a>, grande amigo e colega que é de fato A referência no mundo da tradução de futebol, na minha opinião. Eu já disse isso em vários lugares (inclusive no meu site), ele é no meu ver o tradutor mais especializado de uma área que eu conheça.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A ação da SDE contra o Sintra</title>
		<link>http://milanitraducao.com/2010/06/10/a-acao-da-sde-contra-o-sintra/</link>
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		<pubDate>Thu, 10 Jun 2010 04:08:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Milani</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[profissão]]></category>
		<category><![CDATA[Sintra]]></category>
		<category><![CDATA[tradução]]></category>

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		<description><![CDATA[O seguinte documento é a nota de processo administrativo movido pela Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça contra o Sindicato de Tradutores, Sintra, por infração à ordem econômica. Fundamentalmente, argumenta-se que o Sintra, ao propor uma tabela de tarifas, exerce influencia sobre o mercado de tradução. No Brasil, ressalvando-se o caso dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a title="Proc. admin. contra o Sintra" href="http://milanitraducao.com/wp-content/uploads/2010/06/Sintra_Nota.pdf" class="file pdf">seguinte documento</a> é a nota de processo administrativo movido pela Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça contra o Sindicato de Tradutores, Sintra, por infração à ordem econômica.</p>
<p>Fundamentalmente, argumenta-se que o Sintra, ao propor uma <a href="http://www.sintra.org.br/site/index.php?p=c&amp;pag=precos">tabela de tarifas</a>, exerce influencia sobre o mercado de tradução. No Brasil, ressalvando-se o caso dos TPIC (os &#8220;tradutores juramentados&#8221;), cuja tabela de emolumentos é definida por estado pela junta comercial (por exemplo, <a href="http://www.facil.dnrc.gov.br/Tradutores/tabela%20de%20emolumentos.htm" class="file htm">aqui no DF</a>), todos os tradutores são considerados profissionais liberais e o mercado é livre, nele podendo serem exercidas todo tipo de tarifas. O resultado é aquele esperado, a saber uma variação incrível nas tarifas praticadas entre profissionais de um mesmo ofício. A título de exemplo, não exagero se afirmo que há, nesse mesmo mercado, pessoas que cobram R$ 0,04/palavra de tradução e outras que cobram mais que R$ 0,30/palavra (a referência do Sintra é de R$ 0,24).</p>
<p>Tecnicamente, a tal tabela se quer &#8220;um retrato&#8221; da situação praticada pelos profissionais, isto é, uma constatação a posteriori de preços já existentes no mercado e negociados sem ter que usá-la. Porém, na prática, a tabela serve de referência para muitos profissionais pautarem seus preços, promoverem aumentos, desenvolverem seus crescimentos profissionais e como argumento de negociação (o que caracterizaria um uso desta referência que fere a liberdade do mercado). Outrossim, a SDE entende que o sindicato deveria defender, já que o mercado é livre, tanto o interesse daquele que cobra 2 centavos por palavra quanto aquele que cobra 30. E mais, aponta que muitos daqueles que fazem uso da tabela como elemento de convencimento de seu cliente o fazem sem pertencer à entidade. Mais ainda, o uso de uma referência deste tipo para persuadir um cliente fere a ética do livre mercado, pois aposta no constrangimento do contratante em contratar por tarifa não recomendada pelo sindicato &#8211;o que aponta a responsabilidade do sindicato como formador de práticas de mercado.</p>
<p>O arrazoado da nota é bem escrito (é preciso enxergar através da selva da linguagem jurídica) e traz sólidas contestações.</p>
<p>No meu ver, o Sintra precisa conseguir convencer que as tarifas que publica representam apenas um retrato a posteriori das tarifas praticadas (e negociadas sem o auxílio desta tabela) e que o uso feito por profissionais desta informação compete apenas a eles. Sobretudo tem que demonstrar que sua intenção é de constatação imparcial e não de tentativa de influenciar. Acho que vai neste sentido a iniciativa que acabo de observar no site deles de retirar a menção que dizia &#8220;preços sugeridos&#8221; e passar a dizer de forma bem neutra: &#8220;valores de referência praticados&#8221;.</p>
<p>Vamos ver no que dá&#8230;</p>
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		<title>Tradução com gafe bem grande</title>
		<link>http://milanitraducao.com/2010/06/08/traducao-com-gafe-bem-grande/</link>
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		<pubDate>Tue, 08 Jun 2010 05:27:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Milani</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[erros]]></category>
		<category><![CDATA[interpretação]]></category>
		<category><![CDATA[tradução]]></category>

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		<description><![CDATA[Para não perder o hábito: o que uma boa tradução não faz, não é mesmo? Esta é a versão francesa do site do evento que interpreto hoje: &#8212;-&#62; procurem &#8220;CONs&#8221; nesta página&#8230; Aqui, CON se refere à Comissão Organizadora Nacional&#8230; Só que &#8220;con&#8221;, em francês, quer exatamente dizer &#8220;babaca&#8221;! Conclusão, lendo diretamente, qualquer francês entenderá [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para não perder o hábito: o que uma boa tradução não faz, não é mesmo?</p>
<p>Esta é a <a href="http://confint2010.mec.gov.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=70:processo&amp;catid=37:conferencia&amp;Itemid=90&amp;lang=fr">versão francesa do site do evento que interpreto hoje</a>:<br />
&#8212;-&gt; procurem &#8220;CONs&#8221; nesta página&#8230;</p>
<p>Aqui, CON se refere à Comissão Organizadora Nacional&#8230; Só que &#8220;con&#8221;, em francês, quer exatamente dizer &#8220;babaca&#8221;!</p>
<p>Conclusão, lendo diretamente, qualquer francês entenderá que <em>os BABACAs [les CONs] devem coordenar os processos da conferência internacional em seu país</em>. Ah sim&#8230;!<br />
Agora ponham isso na mão (ou no ouvido!) de adolescentes franceses&#8230; pois é um evento infanto-juvenil&#8230;</p>
<p>Eu já estou me perguntando como vou solucionar isso para não arrancar risadas da platéia a cada vez que falarem das tais comissões&#8230;</p>
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		<title>Um erro de tradução precipita a queda do Euro</title>
		<link>http://milanitraducao.com/2010/06/06/um-erro-de-traducao-precipita-a-queda-do-euro/</link>
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		<pubDate>Sun, 06 Jun 2010 18:20:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Milani</dc:creator>
				<category><![CDATA[notícias]]></category>
		<category><![CDATA[erros]]></category>
		<category><![CDATA[tradução]]></category>

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		<description><![CDATA[Aqui está um bom exemplo do impacto, positivo ou negativo, que uma tradução pode acarretar. O primeiro ministro francês, M. François Fillon, falou em uma conferência de imprensa no Canadá que estava otimista com a &#8220;parité Euro X Dollar&#8221;. A imprensa anglo-saxã, traduziu apressadamente por &#8220;parity&#8221;, um falso amigo. &#8220;Parité&#8221;, em francês quer dizer câmbio, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aqui está um bom exemplo do impacto, positivo ou negativo, que uma tradução pode acarretar.</p>
<p>O primeiro ministro francês, M. François Fillon, falou em uma conferência de imprensa no Canadá que estava otimista com a &#8220;parité Euro X Dollar&#8221;. A imprensa anglo-saxã, traduziu apressadamente por &#8220;parity&#8221;, um falso amigo.</p>
<p>&#8220;Parité&#8221;, em francês quer dizer <em>câmbio,</em> isto é, quantos dollares é preciso para comprar um Euro. O ministro certamente queria dizer que não estava alarmado com o câmbio atual (apesar do contexto atual de desvalorização da moeda européia). O objetivo era tranquilizar.</p>
<p>Mas em inglês, &#8220;parity&#8221;, embora pareça muito semelhante, quer mesmo dizer igualdade. Conclusão, todos entenderam que ele não considerava ruim que um dollar possa valer, qualquer dia desses (que haja visto a crise, pode não tardar a chegar), um Euro. Ora, é o que todo mundo teme hoje.</p>
<p>Embora o governo francês tenha tentado esclarecer o que o ministro queria dizer, quando percebeu o erro de interpretação, o mal já estava feito e os investidores, com medo desta previsão, venderam Euro adoidado, precipitando sua cotação. Um simples erro de tradução conseguiu gerar medo e desconfiança e pressionou investidores a se desfazerem da moeda, o que trouxe impacto negativo em sua cotação.</p>
<p><a href="http://www.latribune.fr/actualites/economie/international/20100604trib000516453/l-euro-degringole-victime-d-un-faux-ami.html">Este artigo</a> do La Tribune (em francês) conta tudo.</p>
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		<title>A fama e o sucesso no mosaico da Semantis</title>
		<link>http://milanitraducao.com/2010/05/24/217/</link>
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		<pubDate>Mon, 24 May 2010 05:13:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Milani</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[agências]]></category>
		<category><![CDATA[tradução]]></category>

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		<description><![CDATA[O pessoal da Semantis, uma agência francesa para quem trabalho, me prestou uma gentil homenagem incluindo minha foto no mosaico da equipe deles. Trabalhar com eles é um verdadeiro prazer. Em outubro de 2009 estive na sede da agência em Paris para encontrar com eles. Almoçamos juntos e são todos uns doces.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O pessoal da <a href="http://www.semantis.com/equipe" target="_blank">Semantis</a><a href="http://www.semantis.com/equipe"></a>, uma agência francesa para quem trabalho, me prestou uma gentil homenagem incluindo minha foto no mosaico da equipe deles.</p>
<p>Trabalhar com eles é um verdadeiro prazer. Em outubro de 2009 estive na sede da agência em Paris para encontrar com eles. Almoçamos juntos e são todos uns doces.</p>
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